sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Fogaça

Nem com código postal...

Fogaça

Não foi só o Pinheiro
A roubar a taça, 
Na falta de raça 
Contr'o fogaceiro!

De segunda linha 
Lá não temos banco, 
E falta-nos tanto 
Pr'o que nos convinha!

Um plantel recheado 
Pr'a atacar a taça, 
Que não se disfarça 
No futebol jogado...

Que de Dragão pleno
Nos desiludiu, 
E nisto ruiu 
Todo um Porto sereno...

Ressaltou a dúvida
Sobr'o que lá vem,
E virá alguém 
Como esperança púlpita?

Entre quedas e subidas
Se sustent'a crença, 
Mas há equipa que cresça 
Sem qualidades acrescidas?

Já se foi a taça
Do grande Lucílio, 
E o nosso delirio 
Que deste ano não passa?

É preciso raça 
Pr'a ganharm'os jogos, 
E não temos mais modos 
De se fazer tal graça?

Só no desespero,
No combate e no suspiro, 
E vencendo o jog'a tiro 
Teremos um novo ano próspero?

Falta-nos profundidade
De plantel,
E com este cartel 
Tod'a ambiguidade!

Que se f*** taça!?
Ouço-m'a dizer,
Mas nisto perder 
A esperança escassa...

Faz-me esquizofrénico 
Por diagnóstico, 
E contra tal prognóstico 
Nem tomando arsénico...

Com um estádio cheio 
E cheios de garbo, 
Não meter o turbo 
E parar a meio...

Assola-m'a sentença 
Já pr'o novo ano,
E sem outro plano 
Cavado na distância 

Não ganhamos nada 
Sem outro retoque, 
E só levando um choque 
Se retom'a estrada...

Haja qualidade 
Numa nova entrada, 
E uma lufada 
De profundidade...

Que só com vontade 
Não creio que baste,
E se num jogo de teste 
Nos falta intensidade?!

Nova desilusão 
Num jogo a feijões,
Mas riem-se os patrões 
Da competição!!

Nem uma taça 
Destas da Liga?!
Não é mal que me aflija,
Mas por uma fogaça?

...

Joker

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