terça-feira, 13 de dezembro de 2016

"A mão de Deus"



"A mão de Deus"

 No caso de "bola na mão"
Há qu'atentar num factor:
Ver quem é jogador, 
E que competição!?


Se for lá na Europa,
Ou antes aqui no burgo,
Há um critério de jogo 
Que bem se topa!

E na área do benfica,
Jogador que met'o braço,
É o ombro que dá espaço 
À clavicula!

Qu'as aulas d'anatomia 
Ontem dadas p'lo gordo, 
É qu'o ombro tem um nervo:
O deltóide, quem diria!?

E que s'arrasta p'lo braço
Quase até ao cotovelo, 
E é ver o Nelson Semedo 
Só com antebraço!

Que nisto não há sanção
Aos jogadores do benfica,
Porque neles o ombro estica 
Até à mão!

Só depende da camisola,
S'é vermelha, azul ou verde, 
Que nist'o árbitro já sabe 
Onde bat'a bola!

E o critério é linear 
Quando hà tabela aos dois braços, 
Que nisto não há dois casos 
Pr'a se julgar!?

E se nisso se dá golo 
Na sequência da jogada,
É qu'a bola foi bem preparada 
No seu "controlo"...

O sporting bem merece 
O julgamento arbitral,
Porque dele se teve igual 
No qu'agora esquece...

Ao marcar depois da mão 
Tida por involuntária,
Quer agora regra contrária 
Ao lampião?

Só o Porto se tem igual
No julgamento arbitrário:
Tod'a mão contr'o seu contrário 
É intencional!

E logo s'apita e s'anula
Na locomoção do gesto!
Qu'o Filipe não foi lesto 
Na sua culpa!!

E jogou por intencional
C'a mão, sem a bola ver, 
E o árbitro por se ter
No sítio ideal...

O julgamento correcto
Na intencionalidade prevista,
E o árbitro teve vista 
Por estar mais perto...

E s'a bola vai à mão 
Do jogador d'azul-e-branco,
Há uma presunção, portanto, 
Da intenção!!

Estão confusos?
Não s'entende tal critério?
Querem julgamento mais sério 
Do qu'estes usos?

É assim que n'Associação
Se faz a jurisprudência!
Há um juízo d'ocorrência 
Consoante a mão!?

E a Liga acha bem
O critério desta cor, 
Pois a mão do julgador 
Joga também!!

Também a mão divina 
Teve nisto criação.
Houve juízo d'intenção 
Pr'a tal raça pequenina?...

Joker

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