quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Parabéns, Sr. Presidente!




Parabéns, Sr. Presidente! 

Sr. Presidente,
Quase octogenário!
Feliz Aniversário
E muitos anos devante!

Que vida pródiga 
Cheia de vitórias, 
Tantas, tantas glórias,
Sem o rei na barriga!

O mais titulado 
Da história mundial,
Mas em Portugal 
É um rei bastardo...

É tamanh'o ceptro
Em tal historial,
Que não se terá igual 
No próximo século!

Conquistou-se a nação
Aos mouros reinantes,
E reinos distantes, 
Por aclamação!

E só os condes Andeiros
Do Terreiro do Paço,
Lhe tomam pirraço 
De não serem os herdeiros...

E nessa aleivosia 
Eternos traidores, 
E aos mouros por senhores 
Da sacristia...

Mas serão derrubados 
Por defenestação,
E nesta nação 
Vingaram os cruzados!

Pois chegad'o tempo 
Se tomou Viena, 
Na vitória "pequena"
Contr'o portento!!

E depois n'Alemanha 
A dupla-coroa!!
E a notícia "boa"
Não foi tal façanha!?

Que nos anais do Reino
Tal não teve destaque,
Por vitória a rebate 
E simples treino!!

Vitórias pequenas, 
Coisas sem substracto,
Com fraco relato 
Nas nossas antenas...

E o destaque d'então
Foi coisa tão régia,
Qu'hoje é uma tragédia 
Descobrir-se-lh'a razão!?

E chegad'a Tóquio,
Uruguaios, Colombianos, 
Fracos provincianos,
E o troféu em tal obséquio...

E vencer na neve
Por prova de Ski,
Não é como aqui 
Que tudo ferve!!?

E a Liga Europa,
Ou a Supertaça, 
Que tem menos graça 
Qu'a Eurocopa!!?

Troféus tão pequenos
Pr'a tão grande nação,
E tê-los na mão 
Vale ainda menos!!

Qu'o diga o "ministro"
Qu'o lá foi saudar,
Que no seu rost'o esgar 
Era mais sinistro...

E em pose d'Estado 
Viu lá tantas taças,
Que nist'as graças 
São o seu mau-olhado!!

Tanta inveja,
Caro Presidente!
Mas o seu presente 
No futuro esteja!

E que faça vingar 
A sua confiança, 
E nos trag'a abastança 
Qu'o fez ficar!

E nisto creia
Que contra tudo e todos,
Se rirá a rodos 
De tal epopeia!

E vingará cem anos 
Como Imperador,
Sempr'o "usurpador" 
Par'os maometanos!

E em tal vivência 
Gritarei mais vivas, 
Em provas merecidas 
Da sua competência!!

Caro Presidente,
Quase oitenta primaveras...
E essas serão as eras 
Da subjugação do crescente!

Vingará o seu exemplo 
De quem deu a cara à luta,
E não se rendeu à conduta 
Do seu tempo!

Passou a ponte 
E não perdeu!
E o mundo nisto cedeu 
Do ocidente a oriente!

Pois setenta e nove
Anos de Re-conquista,
E até onde alcanç'a vista 
Não se vê os "dezanove"...

Também faço mea culpa
Na frustração derrotista, 
Mas sonegar tal (re)conquista 
Só mesmo de burka...

Salvé, Presidente,
Continua um jovem,
Que muitos se remoem 
Por ainda pujante!!

E nisto sinto
Qu'este ano é seu,
Como se dum jubileu 
Pr'a quem o teve "extinto"...

E nisto remoer 
Algumas das minhas reservas, 
Como se de palavras ébrias 
Por já não o ter...

Mas em tal firmeza 
Não perco a esperança,
E tanta maior a confiança 
Quant'a sua nobreza!!

Salvé!

Joker

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