quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ABERRAÇÃO



E o visado respondeu,
Nesse contraditório!
Motivando o falatório
Nos três pontos qu’escreveu:

“S’a razão é da estrutura
E pois dela é o segredo,
Como se joga pois, a medo
Contr’a própria criatura?

É porque feit’a mudança
O monstro ganhou intelecto,
E o médico qu’estava certo…
Da fórmula, ganhou cagança?

E nisto a aberração
Tomou mais do qu’a vitória,
Ganhou um lugar na história,
Vencendo como vilão!!”

E a história que de terror
Se verteu num conto de riso,
Aos três, pareceu conciso,
Na resposta como relator!

Os pontos foram sapientes
Na fórmula por si ensaiada,
E passa mais um jornada
No cúmulo, por inconsequentes?

É vê-lo a olho nu
Tomando já o fim da história,
Qu’o monstro leva moratória
Pr’a vencer já como guru!

E assim é apreciar
Os cientistas da nossa praça,
Tomarem toda aquela graça
De qu’o monstro não sabe falar!?

E assim seguirem convictos
Que caçam essa (sua) criação!
E o monstro seguir campeão,
É história qu’os leva aflitos!!

Não tenho, pr’a meu desengano,
A dúvida sobr’o desenlace…
Ao monstro não há quem o encalce
Até se volver humano!!

E depois temos que levar,
Qu’o médico já re-transformado!?
Criando novo monstro jogado
No mito qu’ainda vai durar…

Ao Lope já m’abstenho
No mito da sua criatura,
Qu’o jogo ainda s’atura,
Mas se com isso não ganho??

Não sei mais o que criar
Nas pontas desta minha estória,
S’ao monstro não lhe dou a glória,
Que mais posso eu contar???

O mote desta criação,
Não pode fugir ao seu destino!
E o poeta tem-se sem o tino
Se molda outra aberração!!…



Por: Joker
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