segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pureza


E se fossem procurados por homicídio, o que não se diria e escreveria?


Pureza

No processo de limpeza
Que foi esta competição,
Há um registo d'avaliação 
Da sua pureza...

A intervenção de dopagem
Sobr'a equipa do Canelas,
Vai lembrar ali as estrelas
Qu'o governo tem coragem!?

E através da Secretaria 
Que s'assume do Desporto, 
Teme qu'um árbitro seja morto
Por excesso d'efedrina!

Por isso lá faz controle 
A Autoridade Anti-Dopagem,
Qu'o problema é a dosagem 
Do estanozol!?

É um caso d'estudo 
Esta actuação das autoridades,
Quando noutras localidades 
Não há controle do râguebi ao judo!

Isso foi chão que já deu uvas
Por casos de doping,
E que se hoje não se dopem
Nem em casos de luvas!?

É de desconfiar 
Que tão só o Estoril
Tenha ido ao funil 
Quando ali foi jogar...

O polvo sabe de droga
Como bom especialista,
Mas tão só o "seccionista"
S'o apanhou numa "folga"...

Quando ali na porta
Onde não entr'a Autoridade,
Ele tinha a liberdade
Pr'a fazer a prova!

E em tanta evidência
De casos tão vis,
Nem mais Hernânis ou outro Assis
Pr'a provar a inocência?

A prova dos nove 
Da existência da "Autoridade",
É lá ir à cidade 
Fazer o controle!

Como s'isso provasse
A rectidão dos seus usos,
E em tantos abusos 
Ela não se mostrasse!?

O qu'interessa é o Canelas
No desporto nacional, 
E a dopagem no regional 
Das bagatelas!?

Mais uma provocação 
Dum Instituto de Lisboa,
Porqu'o doping é coisa boa
Pr'a alienação!

Mais um golpe de fumo
Deste Estado autista,
Mais um golpe-de-vista
De cúmulo!

Mais uma palhaçada 
Das ditas "autoridades",
Pr'a provarem as suas arbitrarieddaes 
Em tal caçada...

Querem provar 
Que vivemos num Estado de Direito,
Mas a liberdade em tal efeito 
Está no dopar!

Está nesta impunidade 
De que gozam os "drogados",
Porque nunca são apanhados 
Por falta de legalidade!?

Não são imputáveis 
Segundo a regra,
E tod'a gente se nega 
A torná-los mensuráveis!?

Tod'a gente afirma
Qu'eles ali estão,
Mas não há uma sanção 
Vinda de cima!

Que são milícias,
Que são as claques, 
E lá estarão pr'a mais ataques 
Com novos "mísseis"!

Mas aí o Estado
Já não tem "autoridade",
Porque lhe falta a capacidade 
De dopado!

Meter uns esteróides anabolizantes,
Pr'a então crescer,
E fazer-se obedecer 
Junto dos organizados meliantes!

Mas é tant'o medo 
E a cumplicidade,
Qu'aí não entr'a "Autoridade"
Porqu'o Estado é quedo...

E enquanto uns se dopam
Na ilegalidade,
Outros tomam a liberdade 
Qu'ADoPtam!

Joker

Enviar um comentário
>