sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

TAP

Tenho na TAP
A minha vida,
Qu’é coisa antiga
Desd’o “bivaque”…


Quando lá cheguei
Era rapaz,
Deixando para trás
O desporto-rei!

Queria ostentar
O símbolo azul,
Que por ser do sul…
Não podia amar!

Eu que jogava
Nas captações,
Ostentand’os calções
De quem amava!

E nisso negavam,
Que não estava certo,
Que vivendo perto,
O Porto mostravam!?

E nesses campos
Ver um portista,
A dar-se à vista
No meio de tantos!?

Qu’o sintoma
De ser diferente,
Ao largo de tanta gente
Doutro “idioma”

Fez-me sentir
Tal sensação,
Qu’uma nação
Pr’a existir

Tem que ser una
E transversal,
E em Portugal
Há pois alguma?

Se só na capital
Tudo se centra,
Tem-se por isenta
Na escolha plural?

E estando a Empresa
No caldo público,
Não sou o único
A senti-la presa…

A esta investida
De concentração,
Pois tod’a nação
Nela é servida!

E se Lisboa
É esse centro,
Não há mais movimento
Que nisto voa?

E hoje s’ostento
Com tal denodo,
De Portugal, o escudo,
A cem por cento!

Sei qu’a nação
Não é Lisboa,
E s’a TAP voa
Por vocação

É por Portugal
E sua diáspora,
E não se basta
Em outra igual!

E se da Portela
Saem aviões,
Que mais conotações
Tem a TAP nela?

E s’ali sediada
Nesse aeroporto,
Pode do Porto
Ser afastada?

Não há razão,
Creio saber,
A TAP morrer
Pela privatização…

Pois qu’o serviço
Serve aos portugueses,
E demais fregueses
No espaço luso…

Tenho na TAP
A minha vida,
Muito vivida…
Por um quase…craque!?

:-)


Por: Joker


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