quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

DURA REALIDADE

Quanta saudade
Dum Porto europeu!
E o burro sou eu
Por não ver a verdade…


No qu’esta equipa
Nos deixa d’esperança,
Não tenho lembrança
De tão fraca tripa…

Sem ponta de brio
Ou vontade acesa,
Já falt’a nobreza
Ao Porto pé-frio…

Jogar c’o Varela,
C’o Angel, José?
Quem tem nisto fé
S’entr’o Marega?

Ai, quanta saudade
Do estádio ao rubro,
Vencendo com tudo,
Qualquer contrariedade!!

E nesta gestão
Entrámos em jogo,
Refreand’o fogo
Dum fraco dragão….

Eu sei qu’a culpa
Não morre solteira,
Pois a grande asneira
Tem outra desculpa…

Qu’estamos sem chama,
Há muito qu’o sinto,
Peseiro, não minto,
S’a crença engana…

E o nosso ADN,
Qu’é feito dele?
Só o Danilo, por ele,
É o homem do leme!

Aquilo que via
Ao longo das eras,
São hoje quimeras,
De barriga vazia…

O Porto Europeu!
Ai, quanta saudade…
Da minha mocidade,
Ja foi, quem o viu?

Sentir o tremor
No correr do jogo…
No que hoje é novo
Sentir o torpor!?

Não ter o nervoso
À flor da pele,
E sentir-me, na vez dele,
Preguiçoso…

Não há afectação
Na disputa incerta,
Na porta entreaberta
Da eliminação…

E nesse arrastar
Dum jogo sem história,
Ter da nossa glória
Outro tempo e lugar….

E nessa sensação,
Por absorto,
Onde foi o meu Porto,
Em tal competição?

A culpa é do Lope,
Nesta triste despedida,
S’uma equipa já partida,
Sofre por mote?

E se hoje temos
Uma ténue esperança,
Vem-nos da lembrança
De que já fomos plenos!

Mas ver os alemães
A brincar c’a bola…
E numa carambola
Andarmos aos papeis

Deixa-me incerto
Sobre esse futuro,
Que só um Porto maduro
Não morrerá d’aperto…

Reza esta saudade,
Como fortuna lusa…
Qu’a minha alma está confusa
Com esta realidade!?…

Por: Joker


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