sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

SERVIÇO COMPLETO

SERVIÇO COMPLETO

No plano da cortesia
Há limites transparentes,
Que tomados por decentes,
Serv’a tod’a freguesia….

Qu’o convite em aberto
Pr’o almoço ou jantar,
Pr’a comer sem se pagar…
Está no serviço completo!?

Pois qu’a Lei é precisa
No valor que corrompe,
E não há ninguém que se compre
Abaixo dessa baliza!

São trezentos os euros
Pr’o limite do cortês,
Que nisso passando, talvez,
Se veja em apuros…

Pois qu’o valor é preciso
Pr’a que se not’o crime,
Pois quem nist’o define…
É mais que conciso!!

E se em abstracto
Não se sab’o valor…
Tem-se o legislador
A contabilizar o prato!!

E conta pelo valor
Dos pratos-do-dia!?
Pois qu’a cortesia…
Não dá ao gastador!!

E não ultrapassado
O valor em abstrato,
Sabe-se pois barato…
O bife mal passado!

Se se optar pelo marisco
No prato d’açorda,
Pelo valor da côdea,
Não há conta de risco!!

E no valor do vinho
Tem-se no gosto da casa,
Que da marca não passa;
Só do Vilarinho!!

Pois que na Catedral
Só se serve cerveja,
E que mais não seja
Em valor banal…

E tudo somado
P’los serviços da Liga,
Há quem nisto diga
Qu’o árbitro foi comprado?

E se em tais serviços
No voucher em aberto,
Lá fosse descoberto:
Serviços omissos?

E nesse valor
Não ultrapassado,
Ainda fosse contemplado
Com outro sabor?

E no serviço completo
Da mesma catedral,
Não houvesse “nada de mal”
Num final em dueto?

Dentro do limite
Tudo se tem por cortesia,
Pois não há aleivosia
Num sincero convite…

E ainda que negado
na versão inicial…
Qual é o mal
Dum jantar regado?

Não há ilegalidade
Por nisto se convidar,
A comer sem se pagar
Por pura arbitrariedade!?

Pois ilidid’a presunção
Qu’o voucher em aberto,
Se tinh’a coberto
De tod’a corrupção!

Pode-se nisto ilibar
O clube do regime,
Que nisto não há crime,
Tão só por se convidar!?

E a quem tenha comido
À grande e à francesa,
Com direto a sobremesa…
Já se sabe protegido!!

É pois tud’a comer
Na Catedral da Cerveja,
Não há mal que se veja…
Nem o benfic’a perder!!

E o único que não comeu,
E teve a veleidade
De marcar a penalidade…
Que sumiço que se lhe deu!?

Não há nisto cortesia
Em tod’o seu esplendor?
Ó Marco foste amador…
De barriga vazia???

Por: Joker

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