segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

REGIME



O Regime?
Nada mais natural,
Ond’a “paz social”
É o crime!


Um sistema
De pensamento,
Ond’o “consentimento”
É o anátema!

Um modo d’estar,
Sempre igual,
Em qu’o “anti-natural”
Quer lutar!

E olha’a sua volta
Nessa vaga de cor,
Ond’a crença d’andor
É a batota!

Ond’o valor
Que lá sobeja,
É qu’aquilo que se “veja”
Seja “amor”…

Essa fé entorpecida
Numa crença sem razão,
Só tenha uma explicação:
Está sem vida!

E lá crendo
Se vegeta,
Porqu’o anacoreta
Nos vai entretendo….

Nessa arte
De viver,
Quem quer perder
A sua parte?

E em maioria
Se faz valência,
Pois qu’em dormência
Tudo é alegria!

E num Regime
Tudo é feliz,
Porqu’o seu cariz
Assim o define!

E tudo goza
De paz na Terra,
Pois foi-se a guerra
Como culposa!

E no armistício
Estamos à parte,
Pois qu’isso é ‘arte
Dada ao comício!

E quem nisto vive
Por meio século,
Pode no seu opúsculo
Dizer que foi livre?

E dizendo “Amém”
Nesta conduta,
Dizer qu’a luta
Lá se mantém?

Claro que não,
Qu’o Regime é isso!
Pois só o omisso
Pode ter “ração”!

E depois d’anos
De ditadura,
Ver como perdura
Em mais desenganos…

E c’a imagem nítida
Dessa mesma verdade,
Lembrar a “Mocidade”
Na saudação “cívica”…

A dizer “pois claro!”,
À mesma vertente,
Pois qu’em tanta gente
Tem-se nisso amparo!

E numa cheia arena
Dessa mesma cor,
Pode um adulador
Não ver a mesma cena?

E marcar a falta
Como transgressão,
Pois ficou a sensação
Qu’o homem salta?

E numa repetição
De conexa jogada,
Tem-se a mesma entrada
Sem a mesma sanção!?

Por mudança de cor,
É assim o Regime!
Pois só há crime
Na órbita do julgador…

E aplaud’o povo
A sensata decisão!
O juiz tem sempre razão…
Num “Estado Novo”!

Por: Joker


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