terça-feira, 29 de julho de 2014

Um plantel para gerir como uma “família”

#FCPorto #Campeões #Portugal #Futebol


Dou por mim a pensar em todas as caras novas que estão confirmadas para o FC Porto 2014/2015, em particular no invulgar número de atletas oriundos de Espanha, igualmente país do treinador contratado para a nova época, e fico a desejar que impere o bom senso e não sucedam situações que podem deixar “feridas profundas no balneário azul e branco”.


Desde que exista um tratamento igual, justo, frontal, honesto e transparente a todos os atletas estará tudo bem, naturalmente existirão situações mais ou menos desagradáveis como em qualquer época futebolística, cabe ao treinador saber gerir as sensibilidades e personalidades dos jogadores que terá ao seu dispor.

Por exemplo, questiono-me se o novo guarda-redes que aparentemente virá a caminho vem com a promessa da titularidade. Seria extremamente injusto para o Fabiano que tem estado irrepreensível, e a quem já agora aproveito para agradecer ter evitado uma humilhação no cinzento e amargo jogo de apresentação aos sócios no Estádio do Dragão recentemente.

Esta situação que começa no sector talvez mais sensível duma equipa pode criar “ondas de choque” e abalar a saúde de balneário, mais uma vez insisto que espero que exista bom senso e boa capacidade de gestão das situações e pessoas.

Porque os jogadores são seres humanos e como qualquer ser humano alimentam expectativas e sonhos, devem ser devidamente acompanhados, incentivados, orientados, e devem sentir que têm sempre no treinador alguém pronto a ajudar e ouvir, e também alguém justo e imparcial.

O treinador deve saber passar a mensagem e a imagem que orienta as suas escolhas em função do que a cada momento serve os interesses da equipa da melhor forma, até porque perante qualquer dúvida haverá sempre o comentário “de esquina”, escolheu fulano e sicrano porque é Espanhol ou porque é isto ou aquilo, ou porque foi uma contratação com o seu dedo.

Haverá ao longo da dura e desgastante época que se avizinha insatisfação de alguns por jogar pouco (isso é perfeitamente normal), e talvez insatisfação de alguns por jogarem em posições onde não gostam (a evitar).

Espero que não aconteçam as chamadas “adaptações” de jogadores a posições que não são originalmente as suas, a menos que ocorram numa situação excecional motivadas por ondas de lesões ou sanções disciplinares que “dizimam” as alternativas para certas posições em campo. E já agora que essas ondas de lesões e punições por indisciplina sejam raras no FC Porto 2014/2015, tal seria uma enorme ajuda para catapultar-nos rumo à concretização dos nossos objetivos.

Até agora não existiu uma contratação que eu possa afirmar estar contra ou estar desiludido, todas as confirmadas até agora trazem já de origem “um selo de garantia”, resta saber como e quanto tempo levarão a integrar-se e adaptar-se à nova realidade de uma Cidade nova e de um Clube com o nível de exigência do FC Porto.

Felizmente todas as contratações confirmadas até agora foram para setores carenciados no plantel que terminou a época 2013/2014 (terminou a época de cócoras deveria ter eu escrito!). A confirmar-se a vinda de um central, guarda-redes, médio defensivo e avançado, só levanto uma questão quanto ao guarda-redes.

Não que considere a contratação de mais um guarda-redes dispensável, uma vez que tudo indica que o Helton estará de saída, e mesmo que continuasse a grave lesão que sofreu impede-o de dar o seu contributo à equipa por largos meses, e o Ricardo (nome com estigma negativo no que se refere a guarda-redes só me lembra o “afilhado” do Scolari) apesar de ter feito uma grande época na Académica poderá acusar a pressão de vestir a camisola do FC Porto.

A grande questão neste momento na minha opinião resume-se a que perfil de guarda-redes foi considerado como o desejado numa possível contratação? Será que a ideia é trazer um titular indiscutível? Pelo que o Fabiano tem mostrado e já mostrou o ano passado (mesmo evidenciando pontualmente algumas fraquezas que no entanto podem ser trabalhadas) está claro que temos guarda-redes que nos dá garantias como titular.

Como se sentiria o Fabiano se em gíria futebolística “aterrasse de para-quedas” no Clube um novo guarda-redes e de repente passasse a ser o titular da baliza do FC Porto? E para “apimentar” ainda mais as coisas fosse um guarda-redes de nacionalidade Espanhola indicado pelo treinador? Se o Fabiano tivesse dado sinais de fraqueza até poderia ser compreensível a mudança.

O treinador será o responsável para o bem e para o mal de todas as escolhas que serão feitas, se atingir os objetivos que lhe foram pedidos todas as questões, especulações ou dúvidas levantadas até lá perderão força e interesse. Apenas faço um exercício especulativo (admito!) pois não quero que exista mau ambiente no balneário e que isso mine o sucesso do Clube nesta nova época, e há situações que devem ser evitadas pois têm o potencial de causar problemas.

Se há necessidade de mudar algo por qualquer motivo, tal deve ser feito com bom senso e respeito pelos atletas que como qualquer ser humano gostam de ser tratados com consideração e justiça, havendo diálogo e transparência muitas situações mais delicadas poderão ser ultrapassadas sem “mossas”.

Outra situação delicada é a do Jackson Martinez, pode ser implicância minha, mas cada vez que este senhor abre a boca parece ter vontade de tudo menos de ficar no clube, mesmo quando jura estar preparado para ficar e deixar essa decisão nas mãos do clube. 



Mais uma vez volto a escrevê-lo vendam o Jackson Martinez se surgir uma boa proposta, este indivíduo não inspira confiança nenhuma, é mil vezes melhor ter alguém motivado (o Mexicano Raúl Jiménez por exemplo) e disposto e dar tudo para singrar no Clube que um indivíduo cheio de “artimanhas”, “vícios” e “oscilações de humor” que podem colocar em causa os objetivos da equipa para nem falar do mau ambiente que cria entre os seus colegas.

Reparei que os “assobiadores profissionais” marcaram presença no Dragão, embora compreenda o que tais pessoas sentiram perante o paupérrimo espetáculo proporcionado, é bom que compreendam que o FC Porto tem um treinador novo ainda a conhecer os “cantos à casa” e está a formar uma equipa completamente nova. Terá de haver paciência especialmente na pré-época onde os jogos servem exatamente para fazer experiências, o que os torna à partida algo imprevisíveis, por vezes sonolentos e desinteressantes.

Acredito que há razões para um otimismo moderado, há grande qualidade no plantel 2014/2015, pelos vistos este plantel ainda será mais reforçado, e após o seu “redimensionamento” com a dispensa de quem não preenche os requisitos, estará criada a base de trabalho que o treinador necessita para “levar a nau a Bom Porto”. O treinador parece ter a capacidade de liderança e ambição que se impõe não só porque treina o Gigante FC Porto, mas também porque o “trauma de 2013/2014” paira como um fantasma no imaginário dos adeptos e simpatizantes Portistas.

Boa sorte Julen Lopetegui, boa sorte valorosos atletas do FC Porto, se vocês forem capazes de diariamente funcionar como uma família que encontra sempre forças, motivação, arte e engenho para enfrentar e superar obstáculos e desafios, com certeza no final estarão a saborear o doce sabor do triunfo e a glória dos vencedores.




Por: BluePunisher


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