sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Honestidade


O que se tem por selecção
É uma escolha com rigor,
Em que sobressai’o melhor
Como fim da perfeição

E nesse intuito
A escolha é pródiga
Na sua lógica
E valor metódico

Vai o mais forte,
vai o mais ágil,
E o aspecto frágil
Não se dá à morte!

Quer-se vencer
Por selectivo!
E num grupo activo
Quem escolhe perder?

Lógica manifesta
Por um resultado!
E não há culpado
Se desonesta?

Seleccionar
Não é um teste,
Só porque s’investe
Em se poupar!

E s’a selecção
Comporta um grupo,
Não há um insulto
Na inacção?

Se há um líder
Que tudo escolhe,
Porque s’encolhe
Por desconvocar?

Quem nisto decide
É quem convoca,
Ou nisto se nota
Um outro alcaide?

Que se convoca
Quando dá jeito,
E mostr’o peito
Porque é janota!?

Mas quand’a feijões
Mand’os demais,
Pois são “iguais”
Em convocações…

E mesmo jogando
Contr’o pequeno,
Não se tem pleno
Esse comando…

Porque lá joga
Um outro interesse,
E então desse..,
Quem o derroga?

É capital
O maior valor,
E tod’o jogador
Desse local

Deve poupar
As suas forças,
Pr’a outras roças
Que vá plantar!

E há sempre outro
Que paga as favas,
Que nisso as vagas
Desse pelouro

Dá sempre escolha
Desse meio-campo,
Que vale tanto
Pr’o trabalho trolha!?

Qu’o treinador
Nisso nem hesita,
Pois qu’ele “invita”
Como um mentor!

E se suplente
Em segunda escolha,
Pr’o Rúben olha
Já como gente!

E é efectivo
Por muito tempo,
Dando cumprimento
Ao seu “cultivo”…

E assim nascem
Como produtos,
Os que por frutos
Nunca s’esfalfem…

E se na Rússia
Se pode ser fraco,
Num jogo táctico…
E perder por astúcia!

No Grão-Ducado
Mesm’a brincar,
Há que ganhar,
Em jogo jogado!

Que tud’o resto
Já se perdeu,
Qu’ao Santos deu
Em ser “honesto”…

Por: Joker

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