quinta-feira, 26 de junho de 2014

Demissão



Conheci-te pequeno
Nos pátios da escola
A jogar à bola!…
E já então que talento!!

Eras um minorca (mas)
“Raçudo” no jogo…
Nessa entrega, arrojo!
Jogador de força!

Não davas por perdida
Toda e qualquer bola…
Nos pátios dessa escola…
Qu’eram a nossa vida!

E seguiste o percurso 
Do jogador feito
Até tinhas jeito!
Mas não então pr’o curso!

E a “sorte” surgiu
No momento merecido
De jogador perdido…
Ao salto que se viu!

E das distritais 
Chegaste ao estrelato!
Num merecido retrato
Do pequeno de “Vinhais”!

Ainda que Lisboeta
Nascido como eu!
A origem que nos deu
Foi pr’a lá da meseta!

E é ess’a obstinação 
Que se via no “Rainha”
A tua igual à minha 
Por tal correlação!

E singraste no ensejo
Que nos era comum:
E no futebol só um
Valeu no teu desejo!

Tens-te nesse mérito
Por teres acreditado
D’homem obstinado 
Já ao tempo pretérito!

E hoje neste tempo
Seleccionador nacional!
E tod’o Portugal 
Conheç’o Paulo Bento!

E do pequeno jogador
Que sempre dava luta!
Ao homem que disputa
O jogo sem temor!

Mas, nem tudo resulta
Da extrema dedicação!
Qu’esta selecção…
De tempo não desfruta!

É hora de mudar 
De jogo e timoneiro
E sei qu’és o primeiro 
A ceder o lugar!

Por isso não reconheço
O homem nas palavras
Qu’ainda por amargas
O homem não despeço!

O que está em causa
É apenas o desenlace 
Este perder de face 
Que sentimos por casa!

Pois agora que lá vem
O último da ronda
E Portugal s’afunda 
C’o Ghana também…

É hora de ceder
Nessa disputa da bola
Que nos pátios da escola
Também se pode aprender…

É hora da lição!
Qu’o segundo toque soou…
O Jogo acabou!!!
E a tua demissão?

Por: Joker
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