sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

SILÊNCIO!?



É ficar calado
Perante a batota –
Qu’ela mal se nota!!
Nesse resultado…

Que niss’o critério
Por todos seguido,
Tem-nos entretido
No seu adultério…

No distinto juízo
Consoante a cor –
A entrad’a matador
Não dá prejuízo!

Trajado de verde
A entrada de sola,
Pressupõe a bola
No jogo de quem perde…

Mas de azul-e-branco
Já val’a intenção…
E lá vem cartão,
Dum vermelho e tanto!

E o Nuno Almeida
Tão pródigo em regras,
Expulsou, sem reservas,
Nessa cor garrida!

Se foss’o João Mário
Em vez do Imbulla,
Tod’a entrada chula
Sobr’o adversário

Tinh’o mesmo tacto
Qu’a leve chapada,
Qu’o Slimani dava
Sem se ver o impacto…

E sem intenção
Pois, de magoar,
Quem o vai expulsar
Por bater c’a mão?

Só na outra cor
Val’a intenção,
Pois que tod’a acção
Pressupõe, pois, dor!

E neste silêncio
Que lá vem da SAD,
Quem é que lhes sabe
Se não há comércio!?

Estarão por pagar
Algumas sentenças,
Qu’obrigam a ausências
Quando importa falar?

Há nisto restrições
Sobr’a esta roubalheira,
Qu’uma SAD inteira
Não vej’os cartões?

E esta duplicidade
No saber dos árbitros,
Ond’os velhos hábitos
Foram pr’a Alvalade!?

Ninguém s’impõe
Sobre esta vergonha?
Não há quem deponha
Sobre o que nos dói?

Vão ficar calados,
Pois mais uma vez?
Vão falar cortês
Em pequenos recados?

Que antipatiza
Lá com o azul?
E vindo do sul
Nisso hostiliza?

É suficiente
O “Dragões Diário”,
Se um salafrário
Rouba, indiferente?

Perdeu-se essa voz
Que falava alto?
E se nesse facto
Quem fala por nós?

Vamos-nos calar
Perante a desfaçatez,
E mais uma vez
Vamos apoiar?

Foi-se o espanhol
Por falar demais,
Defendendo os tais
Que calam o futebol?

E se não é pouco
Quem fala do jogo?
É este o Porto novo?
Que o crê, por louco?

Vamos quê? Ganhar?
C’o esta estratégia?
Na falsa modéstia
Qu’aquilo é jogar?

Contr’o Boavista
Que pois, sarrafou!?
Que Porto jogou?
Dêem-me uma pista!

Aquilo é denodo,
Vê-se réstia de táctica?
Só na matemática
O Porto vai a jogo…

Queria estar errado
Nesta apreciação,
Mas nem com união
Vamos a qualquer lado…

Só com um milagre
Que nos desse VIDA,
E da época perdida
Fazer-se um alarde!

E alguém falar
Com essa contundência,
Que lhes falt’a paciência
Neste modo d’estar!

E vir a terreiro
Denunciar o logro!
E lá ver o povo
A ser o primeiro

A catapultar
O que é ser o Porto…
Qu’hoje estando morto,
Pode assim falar?


Por: Joker
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