quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Crise


Estamos em crise
Desses valores…
Ontem, melhores,
Hoje em análise:

Pr’a onde vamos
Nos erros crassos,
Que não são acasos,
No que nos tornamos!?

Sem identidade,
Sem regra, ou feito,
Hoje tod’o defeito
Está na idade?

Chegou o tempo
Dessa mudança?
Que confiança
Nos dá o exemplo?

Desse valor
Que hoje é passado,
Pode o legado
Fazer melhor?

Não acertamos
Na identidade!
E s’a sobriedade
Falta nos planos?

Há um limite
No registo histórico,
E virar folclórico
Em tal despique?

Viver por Fénix
Mas invertida?
Morrer em vida
N’oposto ao Zénite?

Perder tal crédito
Por senectude,
E s’alguém o alude
Ao tempo pretérito

Não é garantia,
A continuidade!
E se a idade
Não servir de guia?

Há pois que mudar
A meu contragosto,
Pois já fui o oposto
Doutro comandar!

Mas perante factos
Também eu me rendo,
Pois já não entendo…
Porque somos fracos!?

Pois rejuvenescidos,
Os outros já vencem!
E só não convencem…
Porque somos comidos!

É isto o Porto
Dessa velha glória?
Vale-me a memória
No presente desgosto?

Vivo do passado
Desse orgulho d’outrora?
E do que vivo agora
Ao ser humilhado?

Vai-se o estrangeiro
Por bode expiatório?
E do erro notório
No jogo do dinheiro?

Mudar uma equipa
A favor do lucro,
Lá tem o seu custo
No jogo que fica…

E sabendo disso
Não s’outorga tempo,
Porque mud’o vento
No jogo sumiço?

E os outros erros
Pois quem os paga?
E se do lucro, se salva,
Vence-se quantos ceptros?

Confesso o desenlace
Que não queria ver…
Perder por perder
Prefiro com classe!

E não por investir
Muito mais qu’o outro,
E perder pr’o roto
Que nada tem que vestir…

E ficar, eu rico,
Na pobreza franciscana!
Pois tod’a semana
Nem lá ver o esférico…

E tomar das cores
outrora grandiosas,
Nessas riscas grossas
De dias melhores…

Já pois, assumir,
Ser ao menos, segundo!
(Não vem mal ao mundo,
À Champions, pois ir!)

E viver com isso
Com “naturalidade”,
Pois que nesta idade
Posso ser submisso…

E viver d’acordo
Com a realidade;
Se já não há vontade
Do que hoje recordo…

Posso ver a derrota
Com este espírito,
E não ser onírico
A pensar na (revira)volta!

E nisso acreditar
Que ainda vencemos…
Qu’eu vivo com menos,
Possa eu pagar!!

E estar nisso plácido
Na “fatalidade”,
Pois só a verdade
Nos corrói por ácido!

E aceitar,
De facto, a viragem!
Haja pois coragem
Para se mudar…

E nisto crer
Qu’o clube é eterno,
E num novo governo
O Porto ainda o ser!

Por: Joker
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