quarta-feira, 8 de julho de 2015

O tasco

#benfica #currupção 

Tal como no “Sapo”
Escolhe-se a Menu!
Cozido ou cru
Tod’o santo prato!

E são variadas
As iguarias
Lapas ou enguias
São bem cozinhadas!

É pois só escolher
O pronto repasto!
C’a casa de pasto
Sabe fornecer…

E nessas entradas
Escolhem presidentes
Pratos frios ou quentes
E demais “coentradas”!

É de alta esfera
Essa freguesia
Que por lá comia
O que se quisera!!

E por bem servidos
Encheram o bandulho
Todos ao barulho
Em papas & enchidos!

E na sobremesa
Não comeram fruta!
Pois c’a chaputa
Estava muito tesa…

Pasteis de Belém
Para rebater…
E o café beber
Sem leite, porém!!

E um digestivo
Pronto c’o charuto!
Um habano curto
De sabor festivo…

E find’o almoço
Lá fizeram serão
Para na digestão
Remoer o osso!

Vinha d’espetada
A pedra no dente
D’osso madeirense…
À 26ª jornada!?

Pediram palitos
Os três presidentes
Palitaram os dentes…
E silvaram apitos!?

Quanta indigestão…
E na mesa, o arroto!
Optar-se pelo voto
Contr’a nomeação?

Perder a confiança
Em tais comensais?
Clientes habituais
D’encher a pança!?

E que lá sozinhos
“Fazem uma casa”
Uma capela rasa (mas)
Com muitos pergaminhos!?

Quem é que sustenta
Doravant’o tasco?
Dar razão ao basco
Por quem lá se senta?

Todos bons fregueses
Do Gomes ao Vieira
Não deslustrand’o Pereira
Que só vem às vezes…

 Por: Joker
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