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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

FC Porto B 3-1 Penafiel

Depois da vitória difícil no terreno do Famalicão, o FCPorto B voltou a ganhar, desta feita, em casa ao Penafiel por 3-1.

No onze portista destaque para a ausência do central Verdasca, castigado por expulsão no último jogo. Para o seu lugar entrou o médio (adaptado a central) Chidozie. De resto, não houve novidades, tendo entrado o onze mais rotinado da época.

Mas vamos ao jogo...

Foi uma partida em que o FCPorto B nunca conseguiu impor a sua forma de jogar e ficou sempre condicionado pela forma de jogar do Penafiel. Uma equipa que levou sempre o jogo para o plano físico. Enquanto o gigante Yero  dinamitava a defesa portista apenas com a sua presença, os velocistas Caetano e Aldair surgiam nas costas a aproveitar o espaço.

Assim, ainda Maurício e Chidozie arrancavam os cabelos a pensar como travar Yero e já Aldair e Caetano caíam em cima de Victor Garcia e Rafa. Uma tarde complicada para a defesa portista.

O meio campo do Penafiel pressionava alto e amarrava os médios portistas que se perdiam em pequenas escaramuças e ressaltos a meio campo. Omar Govea, Francisco Ramos e Graça raramente conseguiram ter bola de forma consistente e o ataque portista sofreu com isso. Só Gleison dava um ar da sua graça em momentos individuais.

O jogo estava partido e isso beneficiou o Penafiel durante largos minutos. O golo dos visitantes surgiu assim com naturalidade... Bola ganha por Yero nas alturas e Aldair a aparecer para facturar. A fórmula mais rudimentar dava resultados.

E foi assim até ao intervalo.

A segunda metade não foi muito diferente (diga-se a verdade). No entanto, um momento de esclarecimento de Francisco Ramos fez a diferença aos 47 minutos. Um grande passe para Gleison que recebe bem e não perdoa.

O jogo continuava partido, mas a pressão saudável do Penafiel começou a transformar-se em faltas duras. Talvez pelo cansaço ou pela frustração do empate, os visitantes começaram a recorrer ao jogo violento e naturalmente ficaram reduzidos a 10 ao minuto 71 (expulsão de Diogo Melo).

Esta expulsão ajudou o FCPorto B que finalmente conseguiu ter posse. Também as entradas de Tomás e sobretudo de Pité ao intervalo deram nova energia e foi o médio portista que assinou o segundo golo. Depois de uma arrancada pela direita de Victor Garcia, Pité conclui já dentro da área.

O mais difícil estava feito e o Penafiel voltou a ajudar. Yero também foi expulso e pouco depois o FCPorto chega ao 3-1 num livre cobrado de forma muito inteligente por Pité, que engana toda a gente e serve André Silva. O jovem ponta de lança voltava assim a marcar. Já são 7 golos em 7 jogos.

O jogo acabou pouco depois com a certeza que o FCPorto B é nesta altura líder da segunda liga. Não foi a vitória mais convincente, mas o adversário era complicado. O talento individual acabou neste caso por desbravar caminho à falta de melhor desempenho colectivo.


Análise individual:

Raul Gudino: Duas grandes defesas a sair aos pés dos visitantes e a salvar o golo.

Victor Garcia: Intermitente. Com muitas dificuldades na defesa e um erro grave logo a abrir. No ataque tentou apoiar e é seu o cruzamento para o 2º golo.

Maurício: Alguns cortes importantes, mas Yero deu-lhe uma tarde difícil que contou também com erros.

Chidozie: Fez uma exibição sem erros de maior. Importante nas bolas paradas.

Rafa: Marcou o homem mais perigoso do Penafiel, Aldair, e isso notou-se. Perdeu muitas vezes em velocidade como no lance que deu o golo aos visitantes.

Omar Govea: O jogo pouco passou por ele. Algo perdido a meio campo.

Francisco: Muito perdido em lutas a meio campo. Teve um momento de esclarecimento que originou o 1-1.

Graça: O homem mais inconformado do meio campo e o que mais perigo levou à baliza do Penafiel na 1ª parte.

Ismael: Desaparecido em combate.

Gleison: Lutou muito na 1ª parte, acabou por ser decisivo na 2ª com o golo que marcou. Sempre irreverente.

André Silva: A bola raramente lhe chegou, mas foi eficaz ao fazer o 3º golo e lutou sempre como é sua imagem.


Pité: Melhor em campo. O melhor futebol da equipa saiu dos pés deste médio. Entrou muito bem ao intervalo e trouxe energia redobrada. Marcou o 2º golo e ofereceu o 3º.

Tomás: Refrescou um meio campo que estava cansado.

Sérgio Ribeiro: Pouco tempo.




FICHA DE JOGO

FC PORTO B-PENAFIEL, 3-1
Segunda Liga, 7.ª jornada
16 de Setembro de 2015
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: João Mendes (Santarém)
Assistentes: Jorge Maia e Manuel João
Quarto árbitro: Rui Mendes

FC PORTO B: Raúl Gudiño (g.r.); Víctor García, Chidozie, Maurício e Rafa; Omar, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Ismael, André Silva e Gleison
Substituições: Tomas Podstawski por Omar Govea (46m), Pité por Ismael (46m), Sérgio Ribeiro por Graça (89m)
Não utilizados: André Caio (g.r.), Cláudio, Ronan, Rui Moreira, Sérgio Ribeiro, Tomás
Treinador: Luís Castro

PENAFIEL: Coelho (g.r.); Luís Dias, Pedro Ribeiro, Amoreirinha, Pedro Araújo, Djibril, Mbala, Aldair, Caetano, Diogo Melo
Substituições: Ângelo Meneses por Caetano (76m), Bata por Mbala (70m) e Tiago Barros por Djibril (63m)
Não utilizados: Bruno, Bruninho, D. Martins e Tiago Ramos
Treinador: Carlos Brito

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Aldaír (15m), Gleison (47m), Pité (79m), André Silva (89m)
Disciplina: cartão amarelo a Omar Govea (33m) Diogo Melo (45m e 71m), Yero (58m e 83m), Djibril (59m) e Pedro Araújo (88m) e cartão vermelho por acumulação de amarelos a Diogo Melo (71m) e Yero (83m)

Por: Prodigio

domingo, 10 de agosto de 2014

Segunda Liga, 1ª jornada: FC Porto B 1 - Oliveirense 3

O Porto B voltou à competição oficial com uma derrota. Frente a uma Oliveirense experiente, a equipa secundária portista nunca conseguiu passar a muralha montada pelo adversário.



No onze portista várias novidades, desde logo a dupla de centrais composta pelo alemão Siemann e pelo chileno Lichnovski. No meio campo, Tomás Podstawski e Pité juntaram-se a Leandro. O ataque manteve a mesma estrutura da época transacta com Kayembe, Ivo e Gonçalo Paciência.

A primeira parte foi sempre dividida. O Porto encontrava muitas dificuldades para ligar a defesa ao ataque e criou pouco perigo. De relevo apenas uma grande jogada individual de Gonçalo Paciência que terminou com a bola na trave e já a fechar os primeiros 45 minutos, um cabeceamento perigoso de Siemann.

Já a Oliveirense utilizava uma estratégia rudimentar mas eficaz, com pontapés longos à procura do gigante Yero, que nunca teve dificuldades em receber a bola e depois servir os extremos. E foi mesmo Yero que aos
19 minutos sobe muito mais alto que Lichnovski para ganhar a bola e fazer o 0-1.

O intervalo trouxe 2 alterações na equipa portista, com as entradas de Francisco Ramos e André Silva para as saídas de Lichnovski e Kayembe, com Tomás a recuar para central.

O Porto ganhou capacidade ofensiva, mas ficou mais desiquilibrado atrás. Desta forma a Oliveirense aproveitava para criar ataques perigosos e aos 49 minutos um desses ataques acaba num golo de belo efeito para a Oliveirense.

Para piorar a situação, poucos minutos depois Nuno Almeida, o árbitro da partida assinala penalti a favor da Oliveirense, por mão na bola.
Penalti mal assinalado, que foi convertido por Yero.

Apesar do resultado avultado, o Porto reage bem e depois de vários ressaltos na área, Pité finaliza bem para o 1-3.

O Porto melhora e começa a criar mais perigo na área adversária, até ao momento da terceira substituição. Uma surpresa absoluta a saída de Pité, o melhor em campo.

A partir desse momento, o jogo da equipa torna-se confuso e a partida arrasta-se até ao final.


Análises individuais:

Kadu: Exibição positiva. Apenas um erro numa saída falhada, uma grande defesa.

David Bruno: Raramente conseguiu fechar o seu lado. Mostrou falta de entendimento com os colegas.

Rafa: Um dos melhores em campo. Foi sempre o impulsionador do jogo da equipa pela esquerda. Atrás foi muitas vezes poupado visto que a Oliveirense escolheu quase sempre o outro lado para atacar.


Siemann: Estreia positiva. Alguns bons cortes e ainda ajudou no ataque.
É sua a assistência para Pité no golo.

Lichnovsky: Perdeu nas alturas para Yero, num lance em que podia ter feito mais.

Tomás: Algo passivo na marcação. Pede-se mais intensidade ao trinco.

Leandro: Usou e bem o seu forte remate na primeira parte, mas nunca foi o motor que se pedia.

Pité: Melhor em campo. Foi sempre o jogador mais dinâmico, belos pormenores técnicos e um golo merecido.

Kayembe: Muito apagado e trapalhão.

Ivo: Começou bem com duas arrancadas pela esquerda, mas foi caindo com o decorrer do jogo.

Gonçalo Paciência: Duas jogadas individuais brilhantes. Lutou o resto do tempo. Não se podia exigir mais, porque a bola raramente lhe chegou.


Francisco Ramos: Entrou bem no jogo e trouxe mais intensidade ao meio campo.

André Silva: Entrou mal com várias perdas de bola.


Fred: Nada acrescentou.





FICHA DE JOGO:

FC Porto B-Oliveirense, 1-3
Segunda Liga, 1.ª jornada
Árbitro: Nuno Almeida (Algarve)

FC PORTO B: Kadú, David Bruno, Siemann, Lichnovsky, Rafa, Tomás Podstawski, Pité, Leandro Silva, Kayembe, Gonçalo Paciência e Ivo
Substituições: Lichnovsky por Francisco Ramos (46m), Kayembe por André Silva (46m) e Pité por Frederic (68m)
Não utilizados: André Caio, Graça, Pavlovski e Verdasca
Treinador: Luís Castro

OLIVEIRENSE: João Pinho, Carela, Ângelo, Sérgio, Bruno Simão, Godinho, Zé Freitas, Ivan Santos, Rui Lima, Oliveira e Yero
Substituições: Oliveira por Mário Mendonça (63m), Ivan Santos por Renan (77m) e Rui Lima por Carlitos (90+1m)
Não utilizados: Hélder Godinho, Zé Sousa, Luís e Rafa
Treinador: Artur Marques

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Yero (20m e 54m, pen.), Ivan Santos (54m) e Pité (59m)

Cartões amarelos: Ivo (14m), Zé Freitas (68m), Sérgio (72m) e Mário Mendonça (86m)


Por: Prodígio
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