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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Futebol, Pré-Época: Santa Clara 0 - 3 FC Porto (Crónica)







Um jogo de preparação que mais não foi que um jogo de descompressão. Nas vésperas de um teste exigente, esta visita de cortesia a S. Miguel foi a transição entre duas fases da pré-época. Um jogo treino para a festa dos portistas Açorianos.

Para trás, ficaram os jogos mais acessíveis com um grupo de jogadores distante daquele que enfrentará a época que se avizinha, face às vicissitudes que condicionaram o início dos trabalhos. Para a frente, estão jogos mais exigentes e que para os quais o FC Porto já conta com jogadores de outra tarimba.





Foi um jogo entretido, com boa réplica do Santa Clara, sempre a tentar fechar os espaços ao FC Porto e a encurtar, o mais possível, a capacidade ofensiva do FC Porto. Com a ajuda do relvado, o Santa Clara foi sendo capaz de emperrar a construção portista.

Na primeira parte, O FC Porto fez um jogo com uma solidez defensiva bem agradável para esta fase da época, mas com limitações na criatividade ofensiva. 

domingo, 22 de julho de 2012

FC Porto 3 - 0 Celta de Vigo (Crónica)







Trabalhar primeiro e arrasar depois. É este o breve resumo do jogo de ontem do FC Porto. Mais um jogo de preparação que mostrou evolução e boas bases de jogo para a época que se avizinha. Mesmo com adaptações (a meio da segunda parte a linha defensiva portista chegou a ser formada por quatro centrais) e com alguns jogadores importantes do grupo ainda de férias, a qualidade de jogo e, sobretudo, o empenho competitivo demonstrado pela equipa é muito animador.







Na primeira parte, o FC Porto teve duas adaptações a fazer. Primeiro, ao terreno de jogo. O relvado (?) do Fontelo mais parecia um lura de coelhos, onde só faltou a aparição dos leporídeos. Segundo, ao jogo de retranca apresentado pela equipa Galega. Coesa na zona defensiva e rápida na transição ofensiva, aproveitando os corredores laterais, onde o FC Porto não tinha jogadores de raiz nessas posições.

Bom trabalho da linha média do FC Porto que aos poucos ganhou o domínio do jogo e da posse de bola. Às boas oportunidades inicias do Celta de Vigo, respondeu o FC Porto com as melhores oportunidades da primeira parte. Faltava capacidade desequilibrante na linha da frente, mais por mérito Galego, que com empenho reduzia espaços à entrada da sua área.

A segunda parte trouxe um FC Porto mais rotativo e com maior tracção à frente. James assumiu o controlo do jogo interior e as entradas de Kelvin e Iturbe foram demolidoras para a estrutura defensiva Galega.
Um recital de talento que em 10 minutos ganha um vantagem inalcançável no marcador. Três golos de talento. O primeiro, de talento colectivo e os restantes de talento individual. Demasiado talento e capacidade para o Celta de Vigo.



Breves análises individuais:


Fabiano - Duas excelentes intervenções. É um guarda-redes a pedir evolução (precisa de agarrar mais bolas) e o FC Porto sabe disso. Se é melhor ficar ou sair para jogar? Não é uma resposta fácil.

Djalma - Merecia o golo numa exímia jogada individual. Apaga-se pelo colectivo, mas tem que perceber que é com momentos como esses que cala quem o critica. Bom esforço a jogar numa posição para a qual não tem características.

Mangala - Não é um defesa esquerdo e só será, quanto muito, uma solução de recurso. O importante foi ter somado minutos, ter tido a confiança do treinador para cumprir uma missão que se sabe não é talhada para ele e ter dado sinais claros que está pronto a explodir. Deu espaços no seu sector, foi por onde o Celta mais gostou de atacar, mas teremos Mangala como no ano passado tivemos Maicon.

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