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domingo, 24 de novembro de 2013

Liga portuguesa, 10ª J.: FC Porto 1 - 1 Nacional

Começarei pelo pré-jogo. Classificando o adversário de “besta-negra” e jurando claras melhoras após a paragem competitiva, colocou sobre si próprio e sobre o resultado, um ónus dispensável.




O jogo mostrou algumas mudanças, de facto. A primeira parte do FC Porto é boa. Sendo até mais específico, os primeiros 20 minutos do FC Porto são muito bons. Pressão alta, velocidade de execução e mobilidade no ataque. Mas também há respeito do Nacional perante o emblema portista e campeão nacional. Há aquela tentativa de sobreviver aos primeiros 15 minutos sem sofrer golos. São muitos os golos falhados.





Passa essa fase do jogo e começa o mesmo de sempre. O Nacional vai subindo de rendimento, tornando inócua a posse do FC Porto, a afastar o perigo para mais longe da sua área e a ganhar confiança no contra-ataque.

A primeira parte acaba com um FC Porto dominante, mas já soçobrando às suas fragilidades, que para não ser repetitivo, vou abster-me de as enumerar uma vez mais.

A segunda parte, traz um FC Porto já bem mais amorfo, com crescentes dificuldades em controlar o adversário. Não só isso, mas com dificuldades crescentes em criar perigo. Ainda assim, chega ao golo, num lance construído pelos dois jogadores com melhor rendimento.

Após o golo, Manuel Machado desmultiplica a equipa. Mete um criativo em campo, um ponta-de-lança posicional para incomodar os centrais portistas e já havia trazido Mateus para as diagonais.

O FC Porto degrada-se de segundo em segundo. Esboroando-se, mas mantendo, estatisticamente, um falso domínio no jogo. O Nacional cheira o sangue portista e entusiasma-se. O FC Porto desaparece dos flancos, onde só Danilo estica jogo. Jackson torna-se um elemento isolado no ataque e o meio campo portista já não filtra o ataque nacionalista.

E pronto. Golo do Nacional.

Mesmo ensaiando o 4-4-2 a espaços, o problema não é do sistema. É falta liderança e de qualidade no seu comando.

Se o pré jogo havia sido sofrível, o pós jogo foi desgraçado. Há uma besta-negra que assombra o FC Porto. Muitos jogos do FC Porto. O Nacional está ilibado, pois para quem debita estatística para explicar o desaparecimento do FC Porto do jogo, há uma a que não escapa: nos últimos 6 jogos, ganhamos 2. A liderança de 5 pontos esvai-se.

Uma análise curta, bem sei, mas resultado de saturação. Acontece sempre o mesmo. Sempre.
Iremos chegar a Janeiro para tudo mudar, excepto que atormenta a equipa? Resta ver se quando lá chegarmos algo haverá para lutar.

Vem aí o Austria Viena. A vitória é incondicional.


Análises Individuais:

Helton – Um espectador, embora tenha tido trabalho em alguns lances, sobretudo como libero.

Danilo – Tentou ser tudo no flanco direito, mas não chega para tudo. Tenta esticar tanto o jogo que chega a perigar a sua acção defensiva. Mas se só ele leva a carta a Garcia pelo flanco…e faz uma grande assistência para golo.

Alex Sandro – Voltou a falhar, sobretudo, na hora de defender. No ataque, já pareceu mais solto.

Maicon – Um bom regresso. Não fez uma exibição de encher o olho, mas num sector onde andam ao despique para ver quem faz a maior calinada, alguém que as tente evitar, já é bom. Titular!

Otamendi – Estava a fazer um bom jogo. Entrega e loucura, como é seu timbre. Até que borra a pintura e o Nacional aproveita. Acabou o crédito.

Fernando – É o paradigma da equipa. Eis um jogador que muitos jogadores desejariam ter na sua equipa. Porque naquilo em que é bom, poucos fazem melhor que ele. Infelizmente, é cada vez menos um 6 como deveria ser e cada vez mais um jogador de área a área. Quem compensa os laterais? Quem carrega sobre o criativo contrário? Quem leva o meio campo para frente? Não importa!

Herrera – Esteve melhor, mas ainda muito distante do desejado. Não falhou tantos passes, mas também veio muito mais conservador nesse capítulo. Simplesmente, não arriscou quase nada. Verticalizou três jogadas, procurou algumas tabelas, mas tentou sempre manter o seu jogo simples e sem risco. Não critico a opção, acho-a até inteligente. Infelizmente, não estamos numa fase que aguente essa opção.

Lucho – Mete carácter e alma no jogo. Voltou a não ser o criativo que a equipa precisa. Mas dá tudo pela equipa. Tudo. Como se vê na assistência perfeita que faz para Jackson tentar o 2-1 redentor. Imperdoável é o que fez aos 56 minutos. Isolado, bolinha a saltar, à entrada na área e a baliza à sua mercê. Remate ao lado. Inacreditável. Vergonhoso.

Josué – Enquanto jogou pelo meio, mostrou que é ali que tem que jogar. Já sei que Paulo Fonseca nem valoriza isso. Mas é ali. No flanco, não fez nada de jeito.

Varela – Bons primeiros minutos. Quinze minutos onde muito desperdiçou, mas mostrou vontade e velocidade. O resto do jogo é tão fraco, mas tão fraco, que já há qualificativo.

Jackson – Perdeu o duelo com Gottardi no lance final. É justo dizer que lhe faltou classe, nível ou estofo. É justo! Já nem ele consegue fazer a diferença e sucumbe a esta praga de erros e mais erros. Mas jogou muito tempo sozinho, tentou fazer tudo no ataque e marca um bom golo. A equipa distancia-se dele e não foi o abono de família no fim.


Quintero – Entrou para uma posição híbrida. Sendo ele um criativo puro e vindo de lesão, seria previsível que não teria pernas para esse vaivém. Não foi influente no jogo e padeceu do mesmo problema que Josué. Enquanto esteve no centro, fez jogar. Quando caiu no flanco, desapareceu.

Licá – Mais uma entrada sem qualquer aporte qualitativo. Um constante em Licá. Quando o FC Porto precisava de controlo a meio campo, entra um extremo que não é rompedor.

Ricardo – Tarde demais. O extremo que a equipa precisava entra tarde demais. É assim o nosso comando. Só depois de estarmos empatados.


Ficha de Jogo:

FC Porto: Helton, Danilo, Maicon, Otamendi, Alex Sandro, Héctor Herrera (Ricardo Pereira, 87), Fernando, Lucho González, Jackson Martinez, Josué (Juan Quintero, 65), Varela (Licá, 76)

Nacional: Gottardi, Miguel Rodrigues, Nuno Sequeira, Mexer, Zainadine, João Aurélio, Rafa Sousa (Diego Barcelos, 54), Claudemir, Mario Rondón, Djaniny (Mateus, 50), Candeias (Lucas João, 57)

Árbitro: Carlos Xistra

                     

Por: Breogán

sábado, 23 de novembro de 2013

Liga portuguesa, 10ª J.;FC Porto - Nacional (Antevisão)









Depois de mais uma paragem nos campeonatos profissionais, a Liga Zon Sagres está de regresso neste fim de semana! O líder FC Porto recebe neste sábado o Nacional, formação que nesta altura ocupa a quinta posição, contabilizando 14 pontos, tendo como principal objectivo para a temporada, um lugar que possa dar acesso a uma presença nas competições europeias.








No último jogo realizado pelo Nacional, a equipa madeirense cedeu um empate no seu reduto perante o Olhanense a zero golos. O médio egípcio Aly Ghazal será baixa confirmada, em virtude da sua expulsão nesse encontro, ele que tem desempenhado a posição "6" da equipa, se destacando acima de tudo pelo equilíbrio que confere à equipa nos dois momentos de organização. Existem dúvidas em redor do substituto, sendo que o brasileiro Claudemir será certamente uma forte possibilidade, baixando então de uma posição mais interior para médio defensivo, juntando ao jovem Jota, o Rafa...completando desta feita o trio de meio-campo, já que turma orientada pelo prof. Manuel Machado dá privilégio a um sistema táctico, onde é composto por três jogadores sobre a zona intermédia.

Entre os postes, o brasileiro Gottardi está de pedra e cal. Guardião bem constituído a nível físico, revela segurança dentro, bem como fora dos postes, sendo para nós, um dos melhores guarda-redes deste campeonato. No quarteto defensivo, o único lugar que tem sofrido rotatividade, tem sido no lado direito da defesa, no entanto, o moçambicano Zainadine ganhou o lugar ao polivalente João Aurélio e dificilmente sairá do onze inicial nesta fase.

Quanto ao trio formado pelo Miguel Rodrigues, Mexer e Marçal, terão os seus lugares em segurança. Destacar neste sector defensivo, o lateral Marçal, um jogador que chegou ao clube em 2012 oriundo do Torreense, e desde então tem sido indiscutível na esquerda - não dando qualquer possibilidades de entrada na equipa do reforço Sequeira - numa posição diria "histórica" por parte do Nacional, uma vez que já deu a conhecer ao futebol português excelentes jogadores.

Também há que realçar o central Miguel Rodrigues! Apresenta bom sentido posicional, boa leitura de desarme e antecipação...características que fazem valer a pena estar de olho. Atendendo ao que vem rendendo semana após semana, dificilmente ficará por muito tempo na Choupana.

No sector ofensivo, poderão existir algumas mexidas. No jogo contra o Olhanense, Rondon e Candeias foram os eleitos para alas, jogando mais adiantado o Djaniny. O angolano Mateus está totalmente recuperado dos problemas físicos e atendendo aos poucos golos da equipa, será sempre um jogador a ser considerado pelo seu técnico. Neste caso: não seria de estranhar, caso o treinador prescinda de Djaniny e apostar num trio de velocistas para a frente de ataque.

Nos tricampeões nacionais, registar o regresso à competição por parte do colombiano Quintero, num jogo, onde acima de tudo são exigidos três pontos, de forma a continuar na liderança isolada da Liga. O castigado Mangala não joga, entrando o Maicon para o onze, tendo como parceria, o argentino Otamendi.


Por: Dragão Orgulhoso

domingo, 3 de novembro de 2013

Liga portuguesa, 9ª J.; Belenenses 1 - 1 FC Porto: Delírio não é bluff.

Delírio não é bluff.







Paulo Fonseca diz que o crescimento de jogo do FC Porto não é bluff. No fundo, concordo com ele, também acho que não é bluff. O motivo pelo qual ambos achamos isso é que diverge. Ele acha que não é bluff porque quer convencer-se e convencer-nos que esse crescimento é real. Eu acho que não é bluff porque tal afirmação nunca passou de um delírio e não de bluff.





Ou seja, Paulo Fonseca nunca fez bluff. Porque o bluff implica um raciocínio, uma estratégica e um objectivo. Mais, um bluff implica um substrato para se poder especular. Ninguém faz bluff sem ter nada na mão. É preciso muita insanidade para fazer bluff sem nada na mão e não creio que Paulo Fonseca tenha chegado a esse ponto. O que ele tem vindo a fazer não é mais que uma fuga para a frente. Ainda ontem, no final do jogo, lá veio dizer que a espaços o FC Porto fez um bom jogo. Isto não é bluff, é uma fuga à realidade. É um sintoma de quem não sabe o que fazer, nem percebe o que está a acontecer e tenta fugir à realidade. Também não lhe chamo mentira, porque isso implica uma intenção malévola de enganar. Mas é um delírio, um escape, uma tentativa de ter algum oxigénio.

Já no final do jogo passado, onde o 2-2 esteve tão perto de acontecer e o 3-1 logo salvou o jogo, Paulo Fonseca revelou toda a sua fragilidade ao afirmar que tinha razão e que não havia feito bluff! Tentou esconder a verdade do jogo no resultado final. Mais uma fuga para a frente, mais uma balão de oxigénio. Mas estas fugas são sempre frágeis. Logo vem o próximo jogo e tudo se destapa e o balão esvazia. Como aconteceu ontem.

Este FC Porto afunda-se e irá afundar-se (infelizmente!) pelos motivos tantas vezes aqui identificados:

• O nosso jogo flanqueado sobrevive quase em exclusivo da capacidade dos nossos laterais. Não dos nossos extremos (ou falsos extremos), mas dos nossos laterais! Se estes forem bloqueados, o jogo flanqueado do FC Porto cinge-se a incursões esporádicas, frequentemente, em esforço individual e não colectivo.

• A insistência de não utilizar um 10, ou melhor, um jogador capaz de dar criatividade e velocidade à circulação de bola. Limita-se a colar Lucho a essa posição, o que obriga Jackson a jogar por todo o lado, menos onde deve.

• A estruturação do meio campo, e já vamos em Novembro, é algo que ainda não existe. Andamos a experimentar jogadores, a ver quem cola, ora tentando o duplo pivot, ou não. Ainda não há um plano (e não haverá, desenganem-se!), ainda não há uma ideia. Há um buraco, onde qualquer Diakité chama “sala de estar” e faz o quer, mesmo a passo!

• Por fim, o clima de “bestial porreirismo”, porque assim se julga que se lidera balneários de clube grande, onde cada jogo é uma final, não se percebendo a distância que vai para qualquer clube mediano do nosso campeonato, faz com que os erros individuais se vão acumulando. Já são tantos e tão graves. A impressão que tenho é que com este “bestial porreirismo” ainda estamos longe de ver o fim a isto.

• Por fim, e este ponto decorre mais do jogo de hoje e não da análise do percurso até aqui, os jogadores já se demitem de lutar. O FC Porto leva o empate e até parecia que não havia uma parte e meia para ir buscar um golo redentor. Bem sei que do banco não vem uma orientação, uma ideia, uma ajuda, mas nem isso desculpa tanta apatia competitiva de quem está dentro de campo. Nem uma amostra de vontade.

Quanto ao jogo, Paulo Fonseca introduz uma novidade. Ricardo surge a extremo direito, na vez de Josué.
O FC Porto entra melhor, não por culpa própria, mas por deferência do Belenenses. Aproveitando o buraco a meio campo portista, a dupla de médios do Belenenses (Danielsson e Diakité) instala-se e começa a controlar o jogo. A única oportunidade nesta primeira fase surge de um remate cruzado de Ricardo, aos 12 minutos. Logo responde o Belenenses com uma incursão do seu lateral esquerdo a que João Pedro não corresponde por pouco. E pronto, o FC Porto ausenta-se do ataque. Passa longos minutos sem rematar sequer à baliza. Do banco? Nada!

Caído do céu, o FC Porto inaugura o marcador aos 30 minutos de jogo após um livre indirecto que é desviado por Mangala. Ao menos, o resultado é mentiroso! Valha-nos isso!

Mas 3 minutos depois, Mangala decide repor a verdade e, no enésimo erro individual esta época, deixa a bola passear na pequena área para deleite de João Pedro.

Responderia o FC Porto? Não. Acaba a primeira parte com os mesmos remates que o Belenenses. Haveria mexidas ao intervalo? Claro que não.








A segunda parte traz a mesma incapacidade portista. Ainda assim, volta a ser Ricardo a ter uma oportunidade os pés. Ao menos ele lá aparecia. Matt Jones defende e o Belenenses volta a encontrar conforto no jogo.






Letárgico, Paulo Fonseca decide mexer aos 60 minutos. Logo revela o treinador que é. Precisa de ganhar um jogo pachorrentamente empatado. Decide meter Licá e prescinde de Ricardo. Ou seja, coloca um jogador que não daria ao FC Porto qualquer vantagem competitiva ao jogo flanqueado e retira o único jogador que ainda apareceu, mas que não tem estatuto. Resultado? O FC Porto piora!

Ainda assim, aos 63 minutos, o FC Porto tem uma nova oportunidade. Cruzamento de Danilo e Jackson a cabecear ao lado. O lateral a assumir a construção, claro!

Marco Paulo percebe que para controlar o FC Porto não precisa de três médios, dois bastam. Mais, se bloquear, em definitivo os flancos, nem Alex Sandro nem Danilo voltariam a incomodar. Assim faz. Tira Tiago Silva e mete em jogo Sturgeon. Os laterais do FC Porto desaparecem do ataque e o meio campo nunca deixa de ser posse Belenense! Que faz Paulo Fonseca? Assiste! E assiste! E assiste!

Até que, ao minuto 80, lá acha que, se calhar, é bom fazer algo. Bom ou mau, mas algo.

Que faz ele? Mete um criativo? Alguém que ligue o futebol do FC Porto e o faça chegar Jackson? Alguém que faça com que o avançado Colombiano não tenha que passar mais tempo a 10 que as 9? Não! Tira Herrera e mete Ghilas, não vá o povo acusá-lo de não querer vencer o jogo. E pronto, Marco Paulo esfrega as mãos de contente. Agora sim, dois a meio campo do Belenenses chegam e até sobram! Primeira coisa que faz é devolver Fredy ao flanco. Toca a correr menino!

O FC Porto parte-se. A bola não chega à frente com qualidade, Jackson joga em todo o lado menos na área e os extremos do FC Porto eclipsam-se. Licá e Varela nem uma bola conseguem jogar para a frente. Pior, se não é Helton a sacar a defesa da tarde, é o Belenenses que quase marca o 2-1. Total ruína táctica do FC Porto.






Até que, ao minuto 88, Paulo Fonseca volta a revelar o que vale. Finalmente, um criativo em campo! Para o milagre. Vai miúdo, ganha-me isto que já falta pouco tempo. Iria sair alguém daquele amontoado de jogadores lá da frente que só se atrapalha e nem cheira a bola? Varela? Até Licá? Ou Jackson? Sai Lucho e tudo fica na mesma. Medíocre!





Na final do jogo, Paulo Fonseca lá falou da areia do campo do Belenenses e do bom futebol a espaços. Não é bluff. É delírio.

Na quarta-feira o que será? O frio? O sintético? É que se seguem dois jogos onde o FC Porto decide o seu futuro em duas competições. Prevejo o continuar da degradação.

Este plantel tem valor, embora não seja equilibrado e necessite de engenho para tirar rendimento dele. Não temos treinador para isso. Lamento, mas é a minha conclusão.


Análises Individuais:

Helton – Uma semana depois de, miraculosamente, salvar o 2-2, desta deita salvou o 2-1.

Danilo – Exibição fraca e pobre perante Fredy. Pouco atacou e foi permissivo a defender.

Alex Sandro – Ainda maiores dificuldades em controlar João Pedro. Não combinou uma única vez com Varela.

Otamendi – No meio do naufrágio da defesa foi o único que acaba com a cabeça à tona da água. Ainda assim, voltou a misturar disparates com bons momentos.

Mangala – Faz um golo, três minutos depois, algo que nem pode ser classificado como um disparate. E nunca mais assentou. Sempre sobre brasas.

Fernando – Fartou-se de enxotar Herrera, mas ele nem se mexia. O meio campo não funciona à sua frente e ele não pode fazer o trabalho de três.

Herrera – Depois de ser expulso frente ao Zenit, é premiado com duas titularidades. No último jogo, tirando os primeiros dez minutos, fez um jogo mau. Ontem, foi medonho. Tecnicamente sofrível, para ser gentil.

Lucho – Insistem nisto. Lucho nunca foi 10. NUNCA! Agora, muito menos. Passou ao lado do jogo.

Ricardo – Estava a ser uma boa surpresa, sem se afundar no marasmo atacante portista. Não fez uma exibição extraordinária, mas estamos tão mal que nem isso é exigido! Sai porque não tem estatuto e porque Paulo Fonseca não teve coragem de o manter.

Varela – Eis de volta o Varela mais costumeiro. Pouco fez, uma vez mais.

Jackson – Tentou fazer de tudo e acaba derrotado, com ele próprio rendido à mediocridade da equipa. O lance em tempo de descontos onde cai por terra é o sumário deste FC Porto à Paulo Fonseca.


Licá – Não ganhou um lance, fosse em drible ou velocidade. UM! Volta Kelvin!

Ghilas – Entrou para o molinho criado por Paulo Fonseca. Seria bem mais interessante vê-lo explodir desde o flanco. Fazer a quilo que Varela e Licá não fariam. Não senhor. Mais um para o molhinho!

Carlos Eduardo – Isto não é uma oportunidade ou uma tentativa de dar um safanão no jogo. É uma maldade!




FICHA DE JOGO

Belenenses-FC Porto, 1-1
Liga portuguesa, nona jornada
2 de Novembro de 2013
Estádio do Restelo, em Lisboa

Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Assistentes: Paulo Vieira e José Gomes
Quarto árbitro: Pedro Ferreira

BELENENSES: Matt Jones; Duarte, João Meira, João Afonso e Filipe Ferreira; Diakité, Danielsson e Fredy; João Pedro, Diawara e Tiago Silva
Substituições: Tiago Silva por Sturgeon (64m), João Pedro por Fernando Ferreira (81m) e Diawara por Arsénio (90m+3)
Não utilizados: Rafael Veloso, Kay, Paulo Jorge e Tiago Caeiro
Treinador: Marco Paulo

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Herrera e Lucho (cap.); Ricardo, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Ricardo por Licá (61m), Herrera por Ghilas (79m) e Lucho por Carlos Eduardo (87m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Defour e Josué
Treinador: Paulo Fonseca

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Mangala (30m) e João Pedro (33m)
Cartões amarelos: Filipe Ferreira (42m), Tiago Silva (44m), Diakité (48m), Alex Sandro (51m), Mangala (85m), Sturgeon (88m) e Diawara (92m)


Por: Breogán


domingo, 31 de março de 2013

Académica 0 - 3 FC Porto: No Limiar do Sonho (Por Breogán)


No limiar do sonho.

Objectivo cumprido e ainda no limiar do sonho, como faz referência o artigo do Walter Casagrande (ler aqui). No limiar, porque mesmo vencendo por 0-3, o futebol debitado pela equipa continua a ser escasso, previsível e cada vez mais limitado no tempo, em consequência da fadiga física de alguns jogadores.






Sejamos francos, ontem vencemos justamente com margem de conforto, mas a oposição foi demasiado fraca para suster a nossa limitada capacidade ofensiva. Pedro Emanuel na procura de imitar quem travou o FC Porto, não percebeu que tinha que sustentar o seu ataque e limitou em demasia a equipa. O FC Porto aproveitou ganhar vantagem táctica, mais uma vez, com uma posse de bola quase inócua em termos de perigo. Porque os problemas crónicos do FC Porto continuam bem vivos e sem solução. 






Foi só mais um jogo em que Jackson lutou sozinho na frente de ataque e muitas vezes desceu ao meio campo à procura de jogo. Com um conjunto de falsos extremos e sem quem assuma a tempo inteiro a batuta criativa da equipa, valeu ao FC Porto marcar nos momentos chave do jogo e o acordar tardio de Pedro Emanuel.

Não foi um jogo onde se sentisse vitalidade ou revolta, mas as mesmas soluções estafadas e gastas, que cumpriram os serviços mínimos e nos mantém no limiar do sonho.

Vítor Pereira voltou a poder contar com Moutinho e escalou Izmaylov no onze, saindo Defour e Atsu da equipa. Mais uma vez, o FC Porto aposta num “molhinho de médios” com Izmaylov e James como “extremos”. Do lado da briosa, Pedro Emanuel procura o reforço do meio campo, tirando uma unidade ofensiva.

O jogo começa com o FC Porto por cima e a Académica na expectativa. Rapidamente, percebe-se que vai ser um jogo sem velocidade, com muita densidade no centro do terreno e rarefeito nos flancos. O FC Porto não tinha rasgo nas laterais e a Académica, sem um extremo de raiz, sofria do mesmo mal.





Aos 4 minutos, surge a primeira situação de perigo. Lucho serve Jackson na área, mas João Real corta para canto. O jogo adormece logo depois e só é acordado pelo 0-1 do FC Porto. Aos 15 minutos, canto para o FC Porto. Moutinho cobra, mas a defesa da Académica alivia. Lucho recupera e volta a colocar em Moutinho, que baila em frente ao seu marcador e cruza tenso. Na área, Mangala corresponde e num excelente golpe de cabeça faz o 0-1. Segunda oportunidade, esta resultante de uma bola parada, e o FC Porto já ganha algum conforto no marcador. Crucial.




Com o 0-1 no marcador, o jogo congela. Nem o FC Porto se anima, nem a Académica acorda. Ambas as equipas debatem-se com os espartilhos tácticos que as limitavam a carrilar jogo pelo centro. Decorrem quase 10 minutos até que o FC Porto volte a criar perigo, e claro, de bola parada. Aos 24 minutos, Jackson sofre falta ainda longe da área da Académica. Ainda assim, James apronta-se para a marcação do livre e acerta na trave.

O FC Porto acorda e atravessa a melhor fase do jogo. Logo no minuto seguinte, bom lance de envolvência do FC Porto com James a servir, de primeira e com classe, a entrada de Lucho na área. Lucho tenta cruzar para Jackson, mas Flávio corta no último momento. Na sequência da jogada, Danilo recupera a bola no flanco direito e passa para James. O “criativo em part-time” volta a meter um passe a rasgar, dando sequência à tabela com Danilo. O lateral entra na área academista e tenta servir Jackson, mas Ricardo defende para canto.

O canto é quase uma repetição do primeiro golo. A Académica corta a primeira abordagem, mas na insistência, James cruza tenso para Mangala, que mesmo em queda, cabeceia à trave.

Logo depois, aos 28 minutos, nova oportunidade. Bola de James (quem mais?!) bem metida na área, ainda desviada por Izmaylov e Jackson contorna Ricardo, mas com ângulo reduzido, remata às malhas laterais.
Bastaram 5 minutos de James com a batuta, para o FC Porto ter oportunidades suficientes e em catadupa para matar o jogo. E tão depressa como apareceu esta boa fase do FC Porto, assim também desapareceu e o jogo volta ao seu estado gélido.





O jogo só volta a acordar aos 37 minutos, por revolta de Fernando. Na raça e em progressão vertical, Fernando tabela com James, primeiro, e Izmaylov, depois, para entre ressaltos e repelões, entrar na área e rematar para golo, mas Flávio, uma vez mais, salva no último momento. Acaba aqui a produção ofensiva do FC Porto e aproveita a Académica para subir de produção e criar duas situações de relativo perigo. Primeiro, num remate forte de ressaca de Wilson Eduardo mas à figura de Helton. Depois, numa “brincadeirinha” de Helton com Makelele a tentar aproveitar a sua ausência entre os postes.




Face às oportunidades, a vantagem é escassa. A apatia coimbrã permite ao FC Porto criar perigo, mesmo sem acelerar ou ser criativo no ataque. O golo de Mangala é determinante, porque coloca o FC Porto numa posição de conforto no jogo.

A segunda parte não trás novidades. As equipas entram com os mesmos onzes e a mesma toada de jogo. O filme inicial desta segunda parte acaba por ser um decalque do da primeira parte. O FC Porto entra melhor e acaba por materializar em golo a sua primeira grande oportunidade, aos 52 minutos de jogo. Destaque para James e Danilo. O lance começa em James, na zona central, que solicita a subida de Danilo no flanco. Danilo devolve a James e arranca para a área. Entretanto, James tabela com Lucho e faz o movimento vertical, arrastando as marcações. Lucho percebe a desmarcação diagonal de Danilo nas costas do lateral, aproveitando a preocupação com James, e endossa-lhe a bola. O passe é perfeito, deixando Danilo cara a cara com Ricardo. Perante a saída do guarda-redes, Danilo coloca a bola entre as pernas deste e faz o 0-2. Jogada flanqueada, criativo na sua zona e golo. Tão simples e, no entanto, tão complicado de obter neste FC Porto.

O FC Porto marca logo a abrir e os planos da Académica vão por água abaixo. Ainda assim, logo no minuto seguinte, Helton e Alex Sandro tentaram dar alguma emoção ao jogo, numa nova “brincadeirinha” em zona proibida.







Aos 54 minutos, de novo James a aparecer no jogo. Passe a rasgar para Jackson que foge a João Real. A recepção é boa e com classe suficiente para deixar Ricardo fora do lance, mas João Dias, na dobra, corta o lance quando Jackson já preparava o remate.







Após esta entrada forte, o jogo volta a arrefecer. Aproveita Pedro Emanuel para começar a corrigir o que tinha faltado à Académica durante todo o jogo: saída para o ataque. Tira um trinco e coloca um médio criativo.

A Académica melhora, mas não incomoda. O FC Porto, respaldado pelo 0-2, deixa o jogo correr. Aos 63 minutos, a Académica cria perigo num canto. Responde o FC Porto, três minutos depois, por Jackson de cabeça, também após um canto.

Sem resultados práticos, Pedro Emanuel volta a mexer e coloca, finalmente, um extremo em campo. Responde Vítor Pereira, aos 75 minutos, gerindo o esforço dos seus jogadores. Saem Lucho e James e entram Castro e Defour.

O jogo abranda muito de ritmo e só aos 87 minutos volta a haver perigo. Boa penetração de Defour pelo flanco direito, após toque de calcanhar de Moutinho. Defour serve Izmaylov que amortece para o remate de Moutinho. O remate sai forte, mas ao lado. Nova jogada flanqueada.

Mas o jogo não acabaria sem novo golo. Aos 89 minutos, livre cobrado por Moutinho, mas a defesa da Académica afasta. Na ressaca e fora da área, Castro desfere um pontapé cruzado e colocado, não dando hipóteses de defesa a Ricardo. Seguiu-se a alegria dos festejos do menino de Gondomar e, pouco depois, o apito do árbitro.

Objectivo cumprido. Não foi brilhante, mas foi sólido. Sobretudo, perante tão débil oposição. Ainda assim, são preocupantes as dificuldades físicas da equipa e continuamos a revelar as mesmas dificuldades crónicas o jogo ofensivo. E não temos mais margem de erro! Estamos no limiar do sonho.


Análises Individuais:

Helton – Foi um espectador durante todo o jogo. Ainda assim, o apelo pelo perigo e pelo risco foi irresistível em dois lances escusados.

Danilo – Foi um jogo onde doseou melhor as suas investidas e soube ser influente quando solicitado. Mais confiável do ponto de vista técnico, é premiado com um golo. Ainda tem um longo caminho para percorrer para ser o jogador que pode ser. Sai de rastos do jogo. Significativo.

Alex Sandro – Jogo muito amorfo. Não se destacou nem no plano ofensivo, nem foi muito sólido a defender. Anda longe da sua boa forma e isso nota-se no seu jogo.

Otamendi – Jogo imperial, só com um passo em falso, mas Wilson Eduardo acertou em Helton. Rápido e incisivo no corte, foi o comandante da defesa.

Mangala – Alguns lapsos defensivos, mas nada de monta. Ofensivamente, é um bicho na área. Marca um golo e quase marca outro. Os céus são o seu domínio.

Fernando – Num jogo onde o meio campo da Académica não exerceu pressão alguma, libertou-se de quando em vez no ataque. Deveria ter tido mais calma no lance no final da primeira parte. Maior tranquilidade e teria marcado. Esteve algo errático no passe.

Moutinho – Jogo de baixa intensidade, como em recuperação, mas sempre pontuado de qualidade. Qualidade de passe e sempre disponível para equilibrar a equipa. Esticou o seu jogo ao máximo e orientou o jogo “escondido” da equipa.

Lucho – Bom jogo, embora algo ausente do plano ofensivo. Ainda assim, fez a assistência para o segundo golo, num passe de excelente qualidade.

Izmaylov – Um jogo morno. Não jogou mal, nem bem. Não é extremo e não causou perigo no flanco. No centro, participou no que podia, mas nunca imprimiu uma qualidade diferenciada aos seus lances. Nem sim, nem sopas. Mais uma exibição cinzenta. O FC Porto precisa de um jogador mais ousado.

James – Longe da sua boa forma física, é ainda quem cria perigo. Sintomático das nossas dificuldades ofensivas. Quase tudo de bom no ataque saiu dos seus pés. É esta capacidade de mexer no jogo que faz de James um jogador único no plantel do FC Porto. Mesmo passando tempo demais longe do seu habitat.

Jackson – Trabalhou, suou e não marcou. Tentou tudo, mas não era o seu dia. Passa uma fome de bola durante o jogo que dói. Passa mais tempo fora da área a alimentar a equipa que dentro dela a ser alimentado. Até custa ver.


Castro – Mais um jogo onde volta a mostrar que tem um jogo mais equilibrado e que tenta não ser só um jogador de transpiração. Um bom golo e um prémio merecido. Foi bom ver aquela alegria. Contraste imenso com Danilo, por exemplo.

Defour – Boa entrada, embora para um lugar que não é o seu.

Maicon – Não deu espaço na defesa e prepara-se para titularidade frente ao Braga.





Ficha de jogo:

Académica-FC Porto, 0-3
Liga portuguesa, 24.ª jornada
30 de Março de 2013
Estádio Cidade de Coimbra
Assistência: 5.832 espectadores

Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal)
Assistentes: Rui Teixeira e Mário Dionísio
Quarto árbitro: Rui Patrício

ACADÉMICA: Ricardo; João Dias, João Real, Flávio (cap.) e Hélder Cabral; Bruno China, Makelele e Marcos Paulo; Rodrigo Galo, Edinho e Wilson Eduardo
Substituições: Bruno China por Cleyton (59m), João Dias por Marinho (67m) e Wilson Eduardo por Cissé (86m)
Não utilizados: Peiser, Halliche, Keita e Ogu
Treinador: Pedro Emanuel

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho; James, Jackson e Izmaylov
Substituições: Lucho por Castro (74m), James por Defour (74m) e Danilo por Maicon (81m)
Não utilizados: Fabiano, Liedson, Abdoulaye e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Mangala (15m), Danilo (52m) e Castro (89m)
Cartões amarelos: Bruno China (23m), Mangala (34m), Otamendi (62m) e João Moutinho (87m)




Análise dos Intervenientes: 

Vítor Pereira:

«Foi uma exibição segura e serena. Fizemos três golos e podíamos ter feito mais um ou outro, mas penso que não seria justo para a Académica. Estou satisfeito pela forma como gerimos o jogo e criámos oportunidades, e estou contente com os jogadores e com o resultado.»

«Fizemos um jogo personalizado. Sabíamos que não podíamos entrar com precipitações, nem querer chegar depressa. Trabalhámos o jogo, e os espaços foram surgindo e os golos apareceram. Podia ter aparecido mais do que um na primeira parte porque fomos criando oportunidades, mas no fim concluímos três e estamos satisfeitos.»

«Foi bom voltar às vitórias depois de quinze dias de seleções. Era importante retomar a normalidade, e a nossa equipa está habituada a ganhar, a nossa normalidade são as vitórias. Não me recordo de nenhuma situação de golo para a Académica. Pode ter acontecido uma ou outra oportunidade para atirarem à nossa baliza, mas nós controlámos o jogo.»

Sobre o regresso de Moutinho:

«A dinâmica do nosso meio campo está muito sistematizada. Os três jogadores que têm jogado mais no meio têm rotinas, e claro que as ausências se fazem notar, pela ligação que têm os três. E o João é um jogador inteligente que sabe marcar os ritmos, criar os espaços, aparecer e controlar os tempos de entrada. Por isso é um jogador importante.»

Sobre a desvantagem para o Benfica 

«Temos de fazer bem o nosso trabalho, com a seriedade com que fizemos hoje, e acredito que teremos campeonato até ao fim.»

Sobre Danilo que saiu com queixas 

«Julgo que não será nada de de especial, saiu apenas por precaução»


Danilo:

 «Somos todos jogadores de caráter»

«A equipa fez por merecer, fizemos um jogo controlado. O resultado é fruto do trabalho que fizemos durante o jogo.»

Foi a resposta forte que o treinador pediu?

«Independentemente do que o mister pedir, somos todos jogadores de caráter. Estamos habituados a vencer e quando temos dois resultados que não são a vitória isso deixa-nos incomodados. Fizemos o que tínhamos de fazer.»

Saída de campo em dificuldades

«Tive cãibras, é normal. Desgastei-me um pouco mais neste jogo, agora é procurar descansar para a próxima semana.»

Sobre o golo 

«Procuro ajudar a equipa. Às vezes ajudo mais, outras menos. Hoje fiz o golo e estou muito contente com isso.»

Questionado se ainda tinha muito a crescer

«A equipa ainda tem muito a crescer.»



Pedro Emanuel: 

«Primeiro golo condicionou estratégia»

«Este é um jogo muito fácil de analisar. Procurámos claramente controlar o que seria o ímpeto inicial do F.C. Porto, e a partir dai procurar as nossas saídas e causar algum incómodo no nosso adversário. Num lance de bola parada sofremos um golo logo aos 15 minutos e isso condicionou um pouco a nossa estratégia. Tentámos manter aquilo que seria o nosso modelo e estratégia para este jogo, procurámos reequilibrar aqui e ali, para chegarmos à frente com mais critério, mas o início da segunda parte deu tranquilidade ao nosso adversário, que com jogadores de qualidade nos conseguiu controlar.»

F.C. Porto não é de outro campeonato? 

«Mas este jogo não é do nosso campeonato. Queríamos disputar o jogo dentro de um critério e rigor que nos levaria a procurar e ambicionar outro tipo de resultado. Não foi possível, a vitória do adversário é justa, e a nós resta levantar a cabeça e continuar o nosso trilho para estarmos prontos para ir à luta nestas cinco finais que faltam.»

Depois do 2-0... 

«A diferença de dois golos deu maior conforto ao adversário e obrigou-nos a ter um maior dispêndio emocional e maior desgaste físico. E o jogo a partir daí deixou de ter aquele entusiasmo. Ainda tentámos o golo, mas não foi possível, e acabámos por desligar do jogo, porque o momento emocional não nos permite mais. E é essa luta que temos de ter connosco. Nós estamos dentro dos nossos objetivos e a nossa principal luta é no próximo fim-de-semana em Barcelos.»

Sobre a situação da Académica

 «Todos os jogos são decisivos nesta fase. As equipas estão muito juntas na tabela classificativa, e temos de jogar jogo a jogo, e procurar conquistar pontos com adversários diretos, como é o caso do próximo desafio. Temos de olhar para aquilo que é o nosso espírito competitivo, a nossa coragem para enfrentar estes momentos delicados, e acima de tudo temos de acreditar no nosso trabalho e ter uma força interior tremenda.»

Exemplo da última época

«Temos de reagir da mesma forma como fizemos no ano passado, quando também estivemos quinze jogos sem ganhar, e depois ganhámos a Taça de Portugal e fomos à Liga Europa. Acho que o passado recente é uma grande lição e um grande estímulo para nós. Mas para isso acontecer temos de querer, de estar motivados e acreditar nas nossas capacidades, e estar disponíveis para que isso aconteça.»




Por: Breogán


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