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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Revista de Imprensa - 19 de Julho 2013

"À caça do Moutinho Ideal"


 O jornal O Jogo faz capa com Hector Herrera, jogador mexicano que chegou esta época ao FC Porto, e conta toda a história da escolha deste jogador para o lugar, até final da época, ocupado por João Moutinho, que entretanto foi contratado pelo Mónaco.
Os restantes diários desportivos nacionais, fazem capa com possíveis entradas e saídas dos clubes da 2ª circular.





O Jogo:

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- FC Porto: "À caça do Moutinho ideal; toda a história da escolha de Herrera para o lugar; Dragões tentaram contratá-lo em 2012 e em janeiro; plano era ter os dois jogadores em simultâneo algum tempo; Vítor Pereira ficou encarregado das observações; análise focou-se nos jogos da seleção; "Peço desculpa aos portistas", Atsu confessa-se afetado; "Nunca duvidem do meu amor pelo FC Porto"


- "Chaby, o miúdo sem um talento especial"
- "Manchester City fascina Salvio"



Record:

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- FC Porto: "Benfica e Sporting estão atentos", empresário de Atsu ameaça"


- "Jardim quer mais", técnico aumenta exigência para colmatar lacunas evidentes no grupo; "Bruma preocupado por não estar a trabalhar".
- "Benfica desvia Pizzi do Sporting"



A Bola:

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- FC Porto: "Atsu diz que vai embora".


- "Sporting em contactos por Hélder Barbosa"
- "Adeus Cardozo, olá Pizzi"



Notícias sobre o FC Porto:


Um dragão sul-americano, uma região onde tem cada vez mais adeptos

O FC Porto parte esta tarde para a América do Sul, zona que não visita desde a década de 90, e tem paragens garantidas na Venezuela e na Colômbia, em mais um estágio de pré-época. Contudo, ao contrário do que aconteceu no da Holanda, este não tem apenas um cariz de preparação da equipa para a temporada que se avizinha. Difundir a marca FC Porto numa região onde o clube vai ganhando cada vez mais protagonismo é outro dos objetivos desta viagem intercontinental.

A difusão do portismo na zona mais a sul do continente americano é facilmente explicada com a quantidade de jogadores que o FC Porto lá tem contratado ao longo da última década. Após vários anos a apostar apenas no mercado canarinho, os dragões atravessaram as fronteiras do Brasil e começaram a contratar em países como Uruguai, Argentina, Colômbia e, agora, México, numa estratégia tão bem-sucedida que até tem sido elogiada um pouco por todo o Mundo.

Foi, contudo, na Colômbia que o FC Porto mais adeptos conquistou, até porque a espinha dorsal da seleção cafetera tem raízes no Dragão, com Guarín, James, Falcão e Jackson Martínez em especial destaque. Mas a estes há ainda a juntar Héctor Quiñones e a mais recente coqueluche colombiana, Juan Quintero. Isto sem esquecer Wason Rentería, o avançado que abriu as hostilidades, apesar de não ter sido feliz na sua passagem pelo Dragão.

Por tudo isto, a visita portista à Colômbia tem tudo para ser marcante, mas ainda há mais. No país estrangeiro que mais seguidores tem na página oficial do FC Porto no Facebook, o tricampeão nacional vai defrontar o Millonarios, partida que vai promover o reencontro com Rentería, pois é lá que o colombiano está agora a jogar. E, como se não bastasse, será em Bogotá que o mais recente reforço, Juan Quintero, se vai juntar ao grupo de trabalho, sendo que as atenções estarão ainda mais centradas em Jackson, que é neste momento a grande bandeira cafetera do plantel portista.

Antes disso, porém, o FC Porto defrontará o Deportivo Anzoátegui, em Puerto La Cruz, na Venezuela, onde há uma enorme comunidade portuguesa desejosa de ver os craques azuis e brancos em ação. Curiosamente, a Venezuela foi precisamente um dos primeiros países que Pinto da Costa visitou depois de ter assumido as funções de presidente do FC Porto, há três décadas.

Desafios em direto no Porto Canal

O Porto Canal vai transmitir os dois desafios que os dragões vão disputar em território sul-americano. O primeiro coloca o FC Porto diante do Deportivo Anzoátegui, no dia 21, com o pontapé de saída marcado para as 23 horas portuguesas. Depois, contra o Millonarios, o compromisso já terá início no dia 25, às 1h30.

Mais uma oportunidade para os portistas, em particular, e os restantes adeptos portugueses verem em ação a equipa de Paulo Fonseca. Apesar da hora tardia dos encontros referentes à Taça Euro-Americana, é certo que serão muitos aqueles que estarão atentos à evolução do dragão.


Começou a recolha para o novo museu, acção até Setembro

O FC Porto iniciou, ontem, uma campanha de recolha de espólio para o seu novo museu.

A iniciativa vai decorrer até setembro e está aberta a todos os associados e adeptos, podendo ser feita através do Facebook ou diretamente na porta 1 do Estádio do Dragão.


Atsu: «Preciso de mudar de ares»

Christian Atsu revelou na sua página pessoal no facebook que vai mesmo deixar o FC Porto, no dia em que foi noticiada a recusa dos dragões em vender o ganês por quatro milhões de euros ao Liverpool.

«Peço desculpa a todos os adeptos pela minha decisão, nunca planeei deixar o clube, mas a verdade é que preciso de mudar de ares para concretizar os meus sonhos...», escreveu Atsu.


O extremo não revela o nome do futuro clube, deixando, porém, a certeza do adeus ao Dragão.


Por: Cubillas

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O que perderá o FC Porto com a venda de Hulk?




Hulk foi vendido ao Zenit por um valor total de 60M de euros. Um valor recorde em Portugal, e o 5º maior da história do futebol.

Terá sido esta uma boa venda para o clube?






Em termos financeiros não há duvida que sim. Uma visão simplista dir-nos-ia que Hulk não é o 5º melhor jogador de sempre (nem por sombras). Todos sabemos que as coisas não são assim tão simples, mas a verdade é que se trata de um valor astronómico, impossível de rejeitar. E Hulk dificilmente será um dos 5 melhores jogadores do mundo actualmente.





É dinheiro muito bem vindo ao clube, em tempos de dificuldade em todo o mundo e em que recorrer à banca é algo que já não está ao alcance de todos. Espera-se com isto uma época sem grandes sobressaltos do ponto de vista financeiro.

Passando então à parte desportiva, a mais interessante para os adeptos, o que perderá o nosso clube com esta venda?

- Perde uma referência. A partir de agora, quando os jogos estiverem a correr mal, já não haverá Hulk para passar a bola. E já não haverá um Hulk para carregar sempre com, pelo menos, 2 jogadores adversários nas marcações;

- Perde poder de fogo. Se com Hulk a nossa equipa já não tinha um grande número de atiradores de meia/longa distância, agora o cenário torna-se quase dramático nesse aspecto. Hulk foi, sem dúvida alguma, um dos melhores rematadores da nossa história;

- Perde um goleador e principal municiador de toda a equipa. Os números falam por si, tanto em matéria de golos como assistência.

- Perde, acima de tudo, um jogador com características únicas, que com a sua explosão resolveu uns quantos jogos sozinho. Não era um tecnicista (apesar de ter uma muito boa técnica), mas em termos da conjugação velocidade/força/potência, poucos ou mesmo nenhum podem ombrear com ele.

E agora, sem Hulk, quais a nossas soluções?
O talento existe no nosso plantel, mas estará esse talento pronto para ser lançado? 
Estarão Iturbe, Kelvin ou Atsu prontos para os assobios do Dragão?
Terá Varela a capacidade e vontade para voltar ao que era (e ao que ainda hoje é na seleção)?

O ideal seria termos ido ao mercado. Não é possível. Provavelmente só foi possível vender Hulk por estes valores nesta altura.

Com isto, parece-me evidente que James voltará à ala. A opção mais indicada seria colocar Atsu na direita e James na esquerda, ao contrário do que Vítor Pereira testou insistentemente na pré-época.

Porquê? James na direita rende quando leva o jogo de trás, porque encara os adversários de frente e tem tendência a vir para o meio com mais facilidade. O problema é quando recebe a bola na ala em posições mais adiantadas. Aí, James não tem o mínimo de explosão para ganhar em velocidade e torna-se demasiado previsível. Já Atsu não. O ganês tem um arranque fantástico, diria que ao nível de Hulk, e na direita ganha aquilo que não tem na esquerda: essa mesma imprevisibilidade. Na esquerda Atsu procura sempre a linha, na direita tanto pode procurar o remata como a linha, algo que, com a sua velocidade, se torna mais simples.







James, por seu lado, na esquerda pode vir sempre para o meio, abrindo o flanco ao lateral mais ofensivo do plantel (Alex Sandro), ou pode optar por tentar ganhar espaço para cruzar. Será sempre um jogador algo previsível no um para um pois falta-lhe velocidade para a ala (mas isso é outra conversa, não para este tema).






Caso Atsu não dê conta do recado, espera-se que outro dos miúdos possa assumir. Kelvin tem um grande potencial, mas ainda parece verde para assumir a titularidade. O jogo para ele não parece uma coisa séria, no bom sentido, e as bancadas do Dragão não costuma gostar disso. E Kelvin poderá não suportar os assobios da mesma forma que Hulk.

Iturbe continua a ser uma incógnita o motivo pelo qual não joga, mas estará na hora de colocar os interesses do clube à frente do de certas pessoas. E aí veremos o que vale realmente Iturbe, mas pela amostra iremos ter uma mistura de explosão e técnica, com uma grande capacidade de remate deste miúdo. Ambos parecem também render mais na direita do que na esquerda.

O Varela surge aqui como suporte de todos estes miúdos. Vai certamente começar à frente de pelo menos 2 deles, mas se não der à corda bem que pode perder o lugar. No clube e na selecção.

Última nota relativa, novamente, a este negócio: se o mesmo foi feito por um valor global de 60 milhões de euros, então porquê comunicar apenas o valor líquido se tal nunca foi feito? 

Porquê dar aso a que saiam capas como a que saiu hoje na bola? Porquê possibilitar que nos tentem humilhar o Presidente que há dias disse que Hulk apenas sairia por valores superiores a 50 milhões?

Temos uma política de comunicação fraquíssima. Ou isso, ou há intencionalidade…


Por: Eddie the Head

domingo, 26 de agosto de 2012

FC Porto 4 - 0 V. Guimarães (Crónica e apreciações individuais)




Decisões simples, mas boas, obrigam a equipa a jogar melhor.






O FC Porto não jogou melhor frente ao Vitória de Guimarães do que havia feito em Barcelos por estar mais entrosado, com maior velocidade na transição ofensiva ou porque teve a sorte de marcar na sua primeira oportunidade de golo. Nem, tão pouco, porque a oposição do Vitória de Guimarães tenha sido, significativamente, mais frouxa que a da equipa Barcelense, ou pelo factor casa.







O FC Porto jogou melhor porque Vítor Pereira foi confrontado com a necessidade de tomar decisões. Vítor Pereira percebeu que já não tinha tempo para as adiar. Tomou as decisões mais simples, que são sempre as mais efectivas.

Na análise ao jogo de Barcelos, terminamos a crónica com duas interrogações:

• Até quando vamos jogar só com um extremo?
• Até quando não vamos jogar com o melhor 10 do campeonato?

Felizmente, a primeira questão e a mais premente, teve a sua resposta hoje! Vítor Pereira decidiu manter-se fiel ao 4-3-3 e não truncá-lo com um falso extremo. Uma decisão sábia. Manter o 4-3-3 não abriu mais uma frente de polémica e manteve a equipa confortável com a sua táctica usual. Ao jogar com dois extremos, o FC Porto abriu a sua frente de ataque e não permitiu ao Vitória de Guimarães imitar o Gil Vicente. O FC Porto circundava toda a defensiva vimaranense e não permitia que os laterais contrários se libertassem de tarefas defensivas.

A segunda pergunta foi parcialmente respondida. James ainda não é o nosso criativo titular, mas, pelo menos, parece que está dada por encerrado o seu desterro nos flancos. A sua entrada em campo, para ocupar aquela que é a sua posição, demonstrou que é ali, de facto, onde James é um jogador à parte neste campeonato. Foi preferível ver James no banco e permitir a equipa respirar num verdadeiro 4-3-3, que prolongar o sofrimento táctico da equipa e o sofrimento individual do jogador adaptado. As decisões de Vítor Pereira não se ficaram por aqui. Ao dar a titularidade a Alex Sandro e Danilo, ficou evidente que a não titularidade de ambos em Barcelos deveu-se a questões do foro mítico que a substanciais motivos futebolísticos. Estavam prontos e disponíveis.






Com decisões simples e certeiras, o FC Porto entra em campo dominador. Dois laterais com capacidade física e técnica para percorrerem os dois corredores e um meio campo estruturado que não se deixava empurrar ou abafar pelo meio campo vimaranense. O Vitória de Guimarães fechava-se como podia, à espera que a maré azul e branca passasse. Mas não passou, nem poderia passar. As decisões tomadas obrigavam a equipa a manter-se no controlo do jogo e em cima do adversário, mesmo com dificuldades de entrosamento no jogo ofensivo e sem velocidade nas transições. Alex Sandro enchia o flanco esquerdo e Hulk arrasava no direito.





FC Porto chega ao golo no primeiro lance de perigo. É uma jogada que demonstra a vantagem táctica de ter um 4-3-3 com dois extremos abertos e um meio campo estruturado. A jogada inicia-se no flanco direito com Danilo. Atsu faz um movimento interior, arrastando o seu defesa. Atsu recebe a bola de Danilo e dá de primeira para Moutinho. Este coloca em Fernando que está a meio do meio campo vimaranense. Fernando, de primeira, mete em Lucho que entra no espaço deixado por Atsu. Tenta colocar a bola em Jackson, mas esta ressalta. Lucho ganha, de novo, o controlo da bola, aproveita a vantagem e com um remate em arco faz o primeiro golo. Uma jogada desenvolvida em cima do meio campo defensivo do Vitória de Guimarães e a toda a largura do terreno. É impressionante o que se ganha com um par de decisões simples, mesmo com a equipa a não exibir um futebol de encanto.

A partir daqui, foi Alex Sandro quem mais brilhou. Primeiro, assiste Hulk para um remate cortado pela mão do central do Vitória de Guimarães na área. Mais um penalti por marcar no Dragão. Depois, cruza para Lucho que remata de primeira, mas Defendi intercepta. A fechar a primeira parte, Atsu com um remate em arco quase marca.

Não foi um domínio avassalador, mas mais que suficiente para o FC Porto sair para o intervalo com um resultado mais dilatado.

A segunda parte começa com um ritmo muito baixo. O Vitória de Guimarães fecha-se, mas depois, tenta procurar espaços para atacar a baliza Portista. Com a saída de Barrientos, o Vitória de Guimarães procura fazer de Toscano um criativo mais influente para a equipa. Ricardito e Marco Matias tentavam bloquear a progressão dos laterais portistas e acompanhar Soudani no ataque. Mas o Vitória de Guimarães só criaria perigo de bola parada. Num canto, Helton soca defeituosamente e Soudani falha o alvo por pouco. O aviso estava dado, era preciso revitalizar o jogo ofensivo do FC Porto. Faltava quem agarrasse a criação de jogo ofensivo. À falta de resposta do banco, a solução veio de Hulk. Lucho faz um corte soberbo a meio campo e corta a transição vimaranense. Coloca, imediatamente, em Moutinho e o FC Porto ganha vantagem táctica na zona interior. Moutinho só teve que colocar a bola para o correr do gatilho de Hulk. Bomba e 2-0 no marcador.




Após o 2-0, só houve FC Porto em campo. O 3-0 demoraria cinco minutos. Mais uma vez, largura total no terreno de jogo. Lucho e Fernando abafam a saída de bola vimaranense. A bola sobra para Hulk no flanco direito e Lucho dispara para a área. Hulk faz uma ligeira pausa e abre para o flanco esquerdo onde entra Alex Sandro. O brasileiro ganha o espaço interior, mas abre, de imediato, para Atsu encher o pé. A sobra do guarda-redes vimaranense fica para Lucho que termina em golo a jogada que iniciara a meias com Fernando.






Com o 3-0, Vítor Pereira dá descanso a Lucho e coloca James a 10. A vida do Vitória de Guimarães não iria ficar facilitada. A imprevisibilidade e velocidade do passe aumentaram. O FC Porto começa a jogar de pé para pé e metendo velocidade no passe. Numa dessas jogadas, James, Moutinho e Alex Sandro envolvem a defesa do Vitória de Guimarães e Moutinho é derrubado na área. Penalti para Jackson converter, com abuso de estilo, mas com classe!

Com o 4-0 o FC Porto descansou. Por duas vezes rondou o 5-0. Primeiro, é James que faz uma abertura primorosa para Hulk chutar cruzado e rente ao poste contrário. Já perto do fim, Jackson demonstra qualidade. Recebe na área, prega o seu adversário no relvado, roda sobre ele e remata cruzado. Falhou, mas por uma unha negra…

O que falta? Mais entrosamento e, sobretudo, mais velocidade na transição ofensiva. Depois, que Vítor Pereira saiba usar os seus “meios campos”. Temos possibilidades de usar múltiplas derivações no trio de meio campo que nos permitem jogar jogos diferentes com soluções distintas.

Ainda assim, o que faz mesmo falta é sossego. O sossego que só se terá com o mercado fechado. Até lá, é aguentar!



Análises Individuais:

Helton – Num jogo em que foi pouco mais que espectador, não esteve ao seu nível no único lance em que a equipa precisou dele. Socou mal e para uma zona proibida!

Danilo – Na primeira parte, jogou de forma mais defensiva. Era a sua estreia esta época e optou por uma abordagem conservadora. Nota-se que ainda não está o seu melhor momento de forma física. Na segunda parte, mesmo quando a equipa jogava pior, foi um dos melhores em campo. O flanco direito começou a carburar ao nível do flanco esquerdo e muito se deveu a Danilo.

Alex Sandro – O homem do jogo. Nem de propósito. Rei morto, rei posto! Está nos últimos dois golos e em muitas outras jogadas de perigo. Pelo meio, meteu o jovem talento do Vitória de Guimarães no bolso. Uma exibição portentosa!

Maicon – Imperial. Só faltou um golo de livre! O Vitória de Guimarães não chegava à frente e os centrais quase que tiveram uma folga.

Otamendi – Está a formar com Maicon uma dupla sólida. Mais um bom jogo.

Fernando – Eclipsou Barrientos e depois Toscano. Jogou dentro do meio campo do Vitória de Guimarães. Uma classe tremenda, só manchada com uma infantilidade perante Ricardito.

Moutinho – Ainda não foi uma exibição à Moutinho, sobretudo no início da segunda parte. Participou em 3 golos, matou muito jogo do Vitória de Guimarães e foi interventivo no jogo ofensivo. Veremos o que nos aguarda nos próximos dias. É isso que o limita.

Lucho – Grande jogo do capitão! Muita vontade em preencher o espaço até Jackson e tenacidade na luta a meio campo. Apareceu muitas vezes na área para concluir jogadas. Ainda assim, onde mais se evidenciou foi no jogo a meio campo. Grande recuperação de bola para o 2-0. Essa foi de craque!

Atsu – Fez um jogo um pouco atabalhoado. Esteve algo trapalhão com a bola, mas deu à equipa profundidade pelo seu flanco. É um menino que precisa de tempo para crescer e confiança para evoluir. Precisa de ser mais objectivo e mais firme nas suas acções.

Hulk – Um jogo à Hulk. Grande golo, mais alguns momentos de levantar o estádio e outros onde não tomou a decisão correcta. Mas faz sempre a diferença. Sempre. E isso é algo que se paga caro no mercado mundial. Bem caro.

Jackson – Foi um jogo estranho. Esteve sempre dentro do jogo, mas este não lhe chegava em condições. Sofreu e soube sofrer. Foi premiado com um penalti que converteu de forma abusiva. Tinha que deixar a sua marca. No último minuto do jogo, demonstra todo o seu potencial! Três jogos, dois golos! Temos homem.


James – Jogou na sua posição e iluminou o campo. Ali é um craque.

Varela – Nem se viu. Uma vez mais! Ou melhor, deu-se por ele quando atrapalhou Alex Sandro!

Defour – Deu tempo para Moutinho pensar na sua vida e ganhar mais uns minutos de jogo.




FICHA DE JOGO:

FC Porto-Vitória de Guimarães, 4-0
Liga, segunda jornada
25 de Agosto de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 35.503 espectadores

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)
Assistentes: Pedro Garcia e Hernâni Fernandes
Quarto árbitro: Luís Ferreira

FC Porto: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Hulk, Jackson Martínez e Atsu.
Substituições: Lucho por James (76m), Atsu por Varela (76m) e João Moutinho por Defour (80m)
Não utilizados: Fabiano, Kleber, Miguel Lopes e Mangala
Treinador: Vítor Pereira

V. Guimarães: Douglas; Alex (cap.), N’Diaye, Defendi e Bruno Teles; El Adoua e André André; Ricardo, Barrientos e Toscano; Soudani
Substituições: Barrientos por Marco (46m), Marco por Lalkovic (64m) e Toscano por Leonel Olímpio (73m)
Não utilizados: Matej, Leandro Freire, João Ribeiro e Siaka Bamba
Treinador: Rui Vitória

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Lucho (16m e 71m), Hulk (66m) e Jackson Martínez (80m, g.p.)
Cartão amarelo: Defendi (80m) e Leonel Olímpio (90m)

Palavras do Treinador:

"Jogadores mereceram salva de palmas"


Vítor Pereira agradeceu aos jogadores a exibição e a vitória sobre o Guimarães, dedicando a goleada à massa associativa, que "merecia um jogo assim". Lucho González desvalorizou ter sido ele o autor de dois golos e mostrou satisfação "pela boa diferença no marcador".

Vítor Pereira

"Fizemos um jogo sem mácula. Dinâmica muito grande. Todos os jogadores contribuíram para um bom jogo. Bom jogo também para quem viu".

"Todos contribuíram para um excelente jogo e estou satisfeito pela massa associativa, que merecia um jogo assim".

"Só comentarei saídas e entradas concretas. Hulk fez mais um grande jogo. Está cá, conto com ele. Quero dar os parabéns à equipa pelo jogo que fez, mereceram esta salva de palmas".

Lucho González

"Não mudou nada, o que nos faltou no primeiro jogo foi concretizar uma das muitas ocasiões. Sabemos que neste clube não se pode ter dois empates seguidos e fizemos um bom jogo. O importante é a equipa ganhar, quem marca não interessa. Ainda nos falta um pouco de ritmo, mas jogámos a ritmo alto e alcançámos uma boa diferença no marcador".

"Neste clube é normal notícias de transferências, até dia 31 vai haver mais, mas, como dizemos, todos estamos concentrados neste grupo. Se ficarem connosco muito melhor. Se alguém sair há que lhe

Por: Breogán

domingo, 5 de agosto de 2012

Futebol: FC Porto 0 - 0 Lyon (Crónica e Análises Individuais)











Permitam-me começar pelo momento da noite de ontem. A homenagem justa que o FC Porto guardou para o Sr. Costa Soares. Foi delicioso ver o clube e os seus adeptos saberem ser gratos a quem tanto lhes deu, tanto contribuiu e tanto ajudou para que o FC Porto seja aquilo que é. Para mim, a gratidão é uma das melhores qualidades humanas, é um sinal de inteligência e de maturidade. Foi um momento alto do Portismo.









Foi o último jogo de preparação e a introdução da equipa às exigências do Dragão. Jogos de preparação são tubos de ensaio para testar a equipa. Ainda assim, o Dragão responde com exigência desmedida. É sinal que somos ganhadores, sedentos de vitória e fiéis ao sucesso.

O FC Porto entra em campo com uma alteração no 11 inicial que apresentou em Valência. Sereno cede o seu lugar de defesa esquerdo adaptado a Mangala. Parece ser aqui a única dúvida de Vítor Pereira para a Supertaça frente a Académica. Para já, Mangala parece levar vantagem na preferência. Outra posição em aberto é a 8. Moutinho ainda não foi titular na pré-época, mas será difícil não equacionar a sua titularidade no primeiro jogo oficial da época.

O jogo de ontem, frente a uma equipa equilibrada e competitiva, foi mais um teste à consistência do FC Porto. Genericamente, pode-se afirmar que defensivamente a equipa passou no teste, mas que ofensivamente chumbou. Uma conclusão que vem na linha do que já tinha ocorrido em Valência.

Mesmo com as dificuldades com as laterais, o FC Porto revela consistência defensiva: sabe fechar os espaços atrás e os jogadores são solidários. Fernando está em subida de forma e o seu futebol está a ganhar a dimensão física que o caracteriza.

No plano ofensivo, cabe a Vítor Pereira definir a equipa e tomar decisões. Enquanto não o fizer, a equipa terá dificuldades na criação de jogo para o seu ponta-de-lança. É verdade que a ausência de Moutinho é notada a nível ofensivo. Defour substitui melhor Moutinho no plano defensivo que no plano ofensivo. Defour não tem o jogo vertical de Moutinho, nem o seu à vontade de progredir com bola. Sem um jogador verdadeiramente criativo pelo centro, a ausência de Moutinho tem peso no processo ofensivo da equipa. Ainda assim, esta é quase uma questão menor nas nossas actuais dificuldades de construção ofensiva. Atsu é o melhor em campo, não só reflexo do seu inegável talento, mas sobretudo por ter dado vida ao único corredor consistentemente funcionante do ponto da criação de jogo. E é este o problema ofensivo do FC Porto. 








O flanco direito, por regra, é uma ausência e a zona central vive dos momentos em que James lá chega e não fica pelo caminho. Foi assim que se construiu a grande oportunidade do FC Porto na primeira parte. Lucho a fazer o trabalho de 8, James de 10 e Jackson a obrigar Lloris à defesa da noite. Na segunda parte, foi Atsu que pelo seu flanco constrói a grande oportunidade do jogo (com Lucho a rematar ao lado), num lance que já tinha sido tentado por si mais vezes, na primeira parte, no flanco esquerdo. Em todo o jogo, nunca se viu nada de semelhante no flanco direito. Enquanto este desequilíbrio criativo existir, por se forçar o encaixe dos jogadores no 11 inicial, os nossos adversários terão tarefa facilitada. Para consumo interno, até serve, sem dúvida. Mas frente equipas maduras, competitivas e de outro nível como o Valência e o O. Lyon, já outro galo canta.








Após as várias substituições, o jogo decaiu de qualidade e interesse, mas há uma conclusão que deve ser tirada. Mais uma vez, foi tentado o duplo pivot na estruturação do meio campo. Uma vez mais, o FC Porto perdeu o domínio do jogo com essa solução. Mesmo perante um O. Lyon já com alterações ao seu 11 inicial. O meio campo defensivo recua em demasia e são alocados dois jogadores que revelam dificuldades em sair no momento ofensivo.

Restava o fim da festa. Confirmou-se que Bracalli e Addy já não fazem parte do grupo. Expectável.

Agora, é a doer! Força FC Porto!
Venceremos!


Breve análises individuais:

Helton – Jogo tranquilo. Defendeu o que Gomis ainda lhe fez chegar e revelou segurança no jogo aéreo.

Miguel Lopes – Está em crescendo. Segurou bem a sua posição defensiva e ainda tentou esticar jogo pelo seu flanco. Bem nas compensações interiores.

Mangala – Não é defesa esquerdo, como Maicon não é defesa direito. Agora, tal como Macion, é visível o seu esforço, empenho e evolução na posição à qual foi forçado a adaptar-se.

terça-feira, 31 de julho de 2012

O lugar dos Mais novos e a Prata da Casa.



Há que dar lugar aos mais novos e à prata da casa.








Em Portugal é costume dizer-se nos meandros do jargão popular que, “quem não pode caçar com cão caça com gato”, e ao que tudo indica devido às dificuldades económicas que a maioria dos clubes atravessa, o mercado de transferências de jogadores parece estar em lume brando, ou pelo menos, pode-se contar pelos dedos de uma só mão os casos de sucesso por verbas milionárias como era usual antigamente, ditando assim um cenário negro tanto para quem vende como também para quem compra.





Os nossos principais clubes, apesar de fazerem figura de ricos e desinteressados em termos económicos, no que diz respeito a aceitarem algumas propostas abaixo das cláusulas contratuais, lá vão fazendo pela vida não dando parte de fracos para não deixarem fugir a ideia de que necessitam de vender alguns dos seus talentos por tuta e meia, e se retirarmos daqui o SCP, que já vendeu o João Pereira por uma verba quase miserável para um titular da seleção nacional, o Matías Férnandez por um valor a roçar o puro saldo e muito provavelmente Izmailov e Rui Patrício irão ter o mesmo destino, não terão outra alternativa lá para o fim do mês de Agosto, fim do mercado de transferências, de se tornarem mais acessíveis e aceitarem as últimas propostas, e com isso poderem equilibrar as suas contas para o exercício contabilístico em curso.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Futebol, Pré-Época: Santa Clara 0 - 3 FC Porto (Crónica)







Um jogo de preparação que mais não foi que um jogo de descompressão. Nas vésperas de um teste exigente, esta visita de cortesia a S. Miguel foi a transição entre duas fases da pré-época. Um jogo treino para a festa dos portistas Açorianos.

Para trás, ficaram os jogos mais acessíveis com um grupo de jogadores distante daquele que enfrentará a época que se avizinha, face às vicissitudes que condicionaram o início dos trabalhos. Para a frente, estão jogos mais exigentes e que para os quais o FC Porto já conta com jogadores de outra tarimba.





Foi um jogo entretido, com boa réplica do Santa Clara, sempre a tentar fechar os espaços ao FC Porto e a encurtar, o mais possível, a capacidade ofensiva do FC Porto. Com a ajuda do relvado, o Santa Clara foi sendo capaz de emperrar a construção portista.

Na primeira parte, O FC Porto fez um jogo com uma solidez defensiva bem agradável para esta fase da época, mas com limitações na criatividade ofensiva. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Atsu: Crónica sobre um futuro Príncipe.

O Homem e o seu percurso:




É no futebol de pé descalço que nasce mais um talento para o futebol. Na zona central do Ghana, nos subúrbios da capital Accra, o menino Christian vai fintando os pedidos da mãe para se aplicar nos estudos e foge para balizas do seu contentamento. Chama a atenção da Academia do Feyenoord no Ghana. Convencer a família a agarrar esta oportunidade foi mais difícil, só com a garantia que Atsu continuaria os seus estudos na Academia é que a família cede. Christian parte, mas o coração fica. As saudades tornam-se insuportáveis após três anos de afastamento, mesmo com a família a esconder a Atsu o estado de saúde do seu pai para não perturbar o seu rendimento.










Decide-se a regressar para perto dos seus. A solução foi o Cheetah FC em Kasoa, bem mais perto de casa. Com o apoio familiar renovado, Atsu brilha e capta a atenção de um empresário que o propõe ao FC Porto. Aos 17 anos, vêm a 3 dias de testes no FC Porto. O futebol de Atsu convence e o FC Porto acorda com o Cheetah FC um período de empréstimo de 5 meses. Após a regularização demorada da sua inscrição, Atsu estreia-se na parte final do campeonato.





Brilha na fase final e convence o FC Porto a renovar o seu empréstimo por mais um ano. Sofrendo com a ausência dos carinhos maternais, a segunda época nos juniores do FC Porto não tem um arranque fulgurante, mas um final demolidor. Atsu explode na fase final e catapulta o FC Porto à conquista do título de campeão nacional de juniores. Logra 6 golos, 3 dos quais às equipas da segunda circular de Lisboa. Arrasador.

Como prémio, é chamado ao estágio de pré-época do Verão passado. Christian Atsu comprova competências e qualidades, mas concorre para uma posição já com muitos candidatos de peso. Ainda assim, tem meio campeonato atrás dos seus préstimos. Quase todos querem o talento de Atsu. Ganha a corrida o Rio Ave FC e é às mãos experientes de Carlos Brito que vai parar o talento do futebol descalço. Rapidamente convence o mestre da foz do Ave, ganha a titularidade e é o “menino dos olhos” do estádio dos Arcos. No Rio Ave não perdeu os bons hábitos e já marcou um golo às equipas da segunda circular Lisboeta.


Atsu conquista dentro e fora de campo. De trato simples e humilde, Atsu agarra-se à sua fé e às suas ligações familiares para se manter centrado naquilo que hoje sabe fazer de melhor: futebol de pé com chuteira. O menino do futebol descalço já anda por outros palcos e com o pé mais aconchegado, já soma prémios de relevo. Em Junho de 2011, Atsu ganha a bola de ouro (prémio para o melhor jogador) do torneio juvenil FIFA/Blue 2011 em Zurique, mas a cereja em cima do bolo estava reservada para 24 de Outubro de 2011.




Christian Atsu ganha o Dragão de Ouro na categoria de atleta jovem do ano. Por certo, que por esta altura a sua mãe já terá abençoado as escapadelas dos estudos para os campos em redor de sua casa…





A análise ao jogador:


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