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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Grito!!!

Ecoou o grito,
Quem sabe o único…
Qu’eu não sou cínico
No qu’acredito!

E na cidade distante
Ecoou o meu grito!
E como é qu’explico
Ser nisto emigrante?!

E ver o meu Porto
Em transcendência!
Ali na Amazónia
A vencer o “outro”…

O grito de golo
Ali por Belém,
Eu e mais ninguém…
Tomado por tolo!?

Ecoou o grito,
Ali no Amazonas!
Estávamos nas lonas…
Mas eu acredito!!

E quanto sufoco
No calor inclemente;
No meio de tanto gente
Gritar tanto por louco!!!

Vencer o regime
Ali no seu estádio,
Não há maior gáudio
No meu grito firme!

Sim, sou PORTO!
Em qualquer local,
E não há grito igual
No meu lastro rouco…

E sim quem diria
Que íamos vencer?
Que nisso me fiz crer
Enquant’o jogo via…

E mesmo tão longe,
O meu coração bateu!
O meu Porto não morreu,
Ressuscitando hoje?!

Vamos ser campeões
Contra tudo e todos!!
E eu nos meus bons modos,
Fi-los ver Dragões!

Aquele clube campeão
Lá de Portugal,
Que não há outro igual
Em tal grito, irmão!

Por: Joker


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Seria das nortadas ou do azul da camisola?


A temporada 2015/16 ainda vai em seu início, mas ela já nos tem servido para que possamos observar um fenômeno curioso. Não sou oftalmologista, então não saberia dizer se poderia se tratar de daltonismo ou miopia - ou quem sabe, até mesmo a soma dos dois distúrbios visuais -, mas desconfio que os estudiosos do tema poderiam nos ajudar a elucidar se o verão de 2015 há de ficar marcado na história portuguesa. Como o possível período de uma espantosa cura dos eventuais problemas de perturbação de percepção visual dos árbitros da Liga Portuguesa. Milagre! - poderia bradar os mais crentes. Ou será que existe outra explicação para o fato de Maxi Pereira, vestido de azul e branco, ser advertido com cartões amarelos com maior frequência do que nos tempos em que vestia de vermelho?

Ao fim de oito temporadas, o uruguaio Maxi Pereira trocou o Benfica pelo Porto. O lateral direito da Celeste Olímpica - como um típico jogador Oriental - sempre teve como marca o excesso de virilidade na forma como aborda o jogo, muitas vezes descambando para entradas violentas contra os adversários. Era assim de vermelho. E era assim de Celeste. E tem sido assim de azul e branco. É sua característica e não vai ser aos 30 anos de idade que há de mudar.

O que chama a atenção, entretanto, é que nas oito temporadas em que vestia a camisola vermelha do Benfica, Maxi Pereira precisou de, em média, 18 jornadas para ser suspenso pelo quinto cartão amarelo. Em suas 212 atuações na Liga Portuguesa pelo clube lisboeta, o uruguaio viu 69 cartões amarelos. Ou seja, em média, Maxi Pereira era advertido com um cartão amarelo a cada 3 jogos.

Notável é que um jogador viril - e por vezes violento - como Maxi Pereira, apenas uma vez tenha sido expulso na Liga Portuguesa a serviço do Benfica. E foram necessários 162 jogos - ou cerca de 14 mil minutos em campo - para que isso acontecesse. Faz hoje dois anos de tal feito histórico, quando diante do Estoril, na temporada 2013/14, o uruguaio, por acúmulo de amarelos, foi expulso aos 89 minutos de partida, quando o Benfica vencia por 2 a 1 (e na jornada seguinte iria atuar em casa). Diante de tamanha raridade, o fenômeno até ganhou uma página no Facebook - https://www.facebook.com/Eu-vi-o-Maxi-Pereira-a-ser-expulso-pela-1%C2%AA-vez-no-Campeonato-590383310998764/timeline/.

Agora, vestindo o azul e branco do FC Porto, Maxi Pereira passa por uma situação inédita. Foi suspenso com o quinto cartão amarelo à sétima jornada. Ou seja, enquanto no Benfica só era advertido quase que a cada quatro jogos, no Porto ele praticamente viu um amarelo por partida: 3,6 x 1,4 - para sermos precisos. A suspensão do defensor à sétima jornada, além de contrastar com a média de seus oito anos de Benfica (cerca de 18 jornadas), ainda se evidencia quando comparada com a época em que Maxi foi suspenso mais cedo a serviço do clube da Luz: foi na temporada 2010/11, na 10ª jornada (ou seja, com média de um cartão a cada jornada, enquanto no Porto foi 1 a cada 1,4).

Teriam as típicas nortadas, com suas violentas brisas, tornado o Maxi Pereira ainda mais violento? Ou será que, agora, sem o manto vermelho (que o protegia?), Maxi Pereira passou a ser visto pelas arbitragens? É um caso para refletirmos.


NÚMEROS

Jornada em que Maxi Pereira foi castigado com o 5º amarelo

27ª
2007/08

17ª
2008/09

25ª
2009/10

10ª
2010/11

17ª
2011/12

12ª
2012/13

19ª
2013/14

15ª
2014/15

(1 amarelo a cada 3,6 jornadas)

7ª
2015/16

(1 amarelo a cada 1,4 jornada)

Todos os cartões de Maxi Pereira  pela Liga Portuguesa

Porto (2015/16)

7 jogos

5 amarelos

1 amarelo a cada 1,4 jogo média

Benfica (8 temporadas)

212 jogos

69 amarelos

1 amarelo a cada 3 jogos média

2014/15

32 jogos

11 amarelos

1 a cada 3 jogos média

2013/14

25 jogos

9 amarelos

1 vermelho (duplo amarelo)

1 a cada 2,77 jogos média


2012/13

28 jogos

8 amarelos

1 a cada 3,5 jogos média

2011/12

25 jogos

11amarelos

1 a cada 2,3 jogos média

2010/11

26 jogos

11 amarelos

1 a cada 2,36 jogos média

2009/10

25 jogos

8 amarelos

1 a cada 3,125 jogos média

2008/09

28 jogos

5 amarelos

1 a cada 5,6 jogos média

2007/08

23 jogos

6 amarelos

1 a cada 3,8 jogos média

Eu vi o Maxi Pereira a ser expulso pela 1ª vez no Campeonato
Por: Emanuel Leite Jr.
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Viva Zapata!



Expulsaram o Maximiliano!
E não joga c’o Cinfães!
O Zapata é nosso hermano
E só não atac’as mães!

De resto é tudo a jogo
Do calcanhar à cabeça
E ainda não satisfeito
Finge que bem tropeça

É revolucionário da causa
Bem vermelha, que condiz
Há sete anos que “calça”
E expulso só por um triz!

Com esse duplo amarelo
N’Amoreira, por fim
C’o castigo em apelo
A jogo, apenas porque sim!

Então se é benemérito!?
E nunca reincidiu na violência
Porque não teria esse crédito
Continuand’a malhar, por inerência?

O homem veste d’encarnado
E se bate é por convicção
Defende as cores, bem trajado
Se bate, é cert’a absolvição!

Nunca entrou a matar!
O Kung-fu não é sua prática
Se rasteira é pr’a cortar
S’agarra é pura táctica!

Em sete anos de futebol
O Maximiliano foi expulso!
Este burgo é um farol
Da democracia, um abuso!

O Zapata do nosso heroísmo
Traja-se de vermelho e branco
Expulso só por secretismo
No dealbar dum jogo brando…

Qu’ia dando pr’ó torto
Mesmo com penaltis, expulsões
O Maxi fora um abono
Que não previa outras sanções!

E se a coisa empatasse
No último minuto na barra
O Maxi ia danar-se
No seu epíteto de Zapata!

Mas a coisa correu bem
Uf! Estav’a ver qu’entrava…
O Cinfães, na taça tem
O armistício qu’os salva!

O resto fica na História
O Maximiliano é um herói
Se expulso, deu a vitória
Partindo tudo o que dói!

E não contente c’a sanção
Ainda se pugna pela Justiça!
O Zapata é da nação
Ond’a violência, edifica!

Só se se trajar da cor certa
Senão não há contemplações
Violência? Só de via aberta
Que nessa Tv, são “acções”!..

E bate em tud’o que mexe
Do osso à carne fraca
E ai de quem se queixe
Qu’o benfica é grande marca!

E nisto o bater é estoicismo
E nisto a sanção, por injusta
Que Zapata no seu heroísmo
Se tenha condenado, à justa!

E s’algum Pereira provém
No resto da triste história
Maximiliano é também
Caceteiro de viva memória!




Por: Joker

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