domingo, 23 de agosto de 2015

FC Porto B 2 - 1 Oriental (Crónica)

 




A contar para a 3ª jornada da liga, o FCPorto B recebeu e venceu o Oriental por 2 - 1.

Para este jogo, o técnico Luis Castro não pôde contar com os médios Mikel e Tomás (ambos lesionados).

No onze portista destaque para a estreia a titular do jovem Caio na baliza. Também destaque foi a estreia de Maurício, central vindo do Portimonense, que acompanhou Verdasca no centro da defesa. As laterais ficaram a cargo de Victor Garcia e... Pité. Sim! Foi mesmo esse Pité. Apesar de ser médio ofensivo, Pité trabalhou durante a pré época como lateral esquerdo e parece ser mesmo a principal alternativa a Rafa para o lugar. No meio campo, o mexicano Omar Govea foi o homem mais recuado, Francisco Ramos e Graça os outros médios. No ataque, mais uma surpresa, Ismael Diaz estreou-se e logo a titular. O extremo fez companhia a Gleison e André Silva.

Mas vamos ao jogo jogado! Até porque foi um jogo muito bem conseguido por parte da equipa portista.

Logo aos 3 minutos, o extremo Gleison cruza para o centro da área onde Ismael desperdiça uma oportunidade de ouro, rematando por cima da trave.

Era uma questão de tempo e aos 14 minutos, acabou por surgir mesmo o golo do FCPorto. Aliás... um golaço de Pité! O esquerdino fez de pé direito e de primeira um golo para recordar ainda fora da área.

O FCPorto B começava assim forte, uma tendência que se prolongou por toda a 1ª parte e que se deveu sobretudo à presença forte do meio campo portista. Omar Govea esteve em todo o lado, chamando a si cortes atrás de cortes, desarmes incríveis e um pulmão assinalável. Esta presença forte do mexicano deu a Francisco Ramos mais liberdade do que é habitual. Também Graça fazia parte da equação sendo fundamental na pressão alta exercida pela equipa e em combinações atacantes.

Na frente os extremos tiveram um papel fundamental. Ismael pela velocidade e potência rasgava no lado esquerdo, Gleison pela inteligência e versatilidade tanto combinava com os médios em jogo interior como ia à linha cruzar. André Silva tentava finalizar na área embora não tenha estado particularmente inspirado.

Com todo este poder de fogo do meio campo para a frente, a defesa teve uma 1ª parte tranquila com raras excepções. Uma delas foi a jogada que deu o golo do empate ao Oriental. Gomes lançado em velocidade, surge entre Verdasca e Maurício e acaba por bater Caio.

Mas a gracinha do Oriental não durou muito tempo. Aos 23 minutos, Gleison solta para Francisco Ramos que é derrubado na área. Penalti para o FCPorto B que André Silva não desperdiça.

Chegou-se assim ao intervalo.

A segunda metade começou na mesma toada e nem alguns erros do central Maurício puseram em causa a superioridade do FCPorto B.

André Silva desperdiçou mesmo uma grande penalidade (diga-se que não pareceu haver falta sobre Graça). Também Ismael Diaz falhou quando já seguia isolado.

O jogo estava claramente a pender para o FCPorto e só mesmo a primeira substituição de Luis Castro mudou esse rumo. Graça saiu para dar lugar ao argentino Fede Varela e foi a partir desse momento que o Oriental conseguiu subir as suas linhas e o Porto teve que descer as suas.

Nesta fase destacou-se um miúdo vindo dos juniores, o central Verdasca, que conseguiu anular praticamente todas as jogadas do Oriental. Apesar de Maurício ter muito mais experiência foi Verdasca o verdadeiro Patrão da defesa.

Até final, o jogo equilibrou-se, mas o resultado manteve-se.

Fica uma bela imagem desta equipa muito jovem, mas com muito potencial. De referir que foram utilizados 6 jogadores da formação do clube.




Análise individual:


Caio: Seguro. Nenhuma defesa particularmente difícil, mas correspondeu.

Victor Garcia: Bem acima das suas últimas exibições. Muito activo tanto no ataque como na defesa.

Verdasca: Uma tremenda 2ª parte a estancar qualquer reacção possível do Oriental. Seguro, atento e eficaz.

Maurício: Erros de principiante, ainda assim uma boa presença física que de certo será importante.

Pité: Ainda é cedo para perceber o que poderá trazer a esta posição, mas a exibição foi boa dentro do que foi o jogo. Grande golo.

Omar Govea: Melhor em campo. Impressionante os inúmeros desarmes que fez ao longo do jogo. Sempre presente, com uma raça tremenda e excelente posicionamento em campo.

Francisco: Omar deu-lhe liberdade e ele aproveitou. Mais atrevido do que o habitual, subiu muitas vezes ao ataque.

Graça: Muito presente no jogo e com belas combinações atacantes. A equipa ressentiu-se da sua saída.

Ismael Diaz: Potencial não lhe falta. Tem velocidade, tem potência e força. Ainda lhe falta a clarividência para definir melhor.

Gleison: Um dos melhores em campo. Um extremo moderno capaz de alternar o jogo interior com as descidas à linha. Muito activo e muito eficaz.

André Silva: Correu muito, mas nem sempre bem. Por vezes fica a ideia que devia lutar menos e pensar mais o seu jogo. Marcou de penalti.

 
Fede Varela: Entrou muito tímido, mas melhorou com o decorrer do jogo. Acabou por ter bons pormenores.

Ruben Macedo: Pouco acrescentou.

Chidozie: Entrou para o meio campo de forma a estancar o último fôlego do Oriental.

FICHA DE JOGO
FC PORTO B-ORIENTAL, 2-1
Segunda Liga, 3.ª jornada
22 de Agosto de 2015
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: Duarte Oliveira (Braga)
Assistentes: Licínio Vieira e Nuno Fernandes
Quarto árbitro: Carlos Dias

FC PORTO B: Caio; Víctor García, Verdasca, Maurício e Pité; Omar, Francisco Ramos e Graça; Ismael, André Silva e Gleison
Substituições: João Graça por Fede Varela (61m), Ismael por Ruben Macedo (73m) e Gleison por Chidozie (84m)
Não utilizados: João Costa, Rafa, Sérgio Ribeiro e Leonardo
Treinador: Luís Castro

ORIENTAL: Rafael Veloso; Hugo Grilo, Daniel Almeida (cap.), Amorim e João Pedro; Júlio César, Tiago Mota e Tom; Hugo Firmino, Peter e Henrique Gomes
Substituições: Henrique Gomes por Fernando Santos (46m), Hugo Firmino por Figo (69m) e Júlio César por Valdo (76m)
Não utilizados: Rafael Marques, Edson Silva e André Almeida
Treinador: João Barbosa

Ao intervalo: 2-1
Marcador: Pité (14m), Henrique Gomes (18m) e André Silva (25m, g.p.)
Disciplina: cartão amarelo a João Pedro (24m), Tiago Mota (50m), João Graça (57m), Daniel Almeida (58m) e Gleison (64m)


Por: Prodígio

domingo, 16 de agosto de 2015

El Pibe Kar


FC Porto 3 - 0 V. Guimarães

Começo por uma lembrança.

Qual foi o melhor jogo do Porto na época 2014/15? Cada um terá a sua ideia.
Vou tentar antecipar o que a maioria dos leitores pensarão e arriscar com o Porto-Bayern do Dragão.

Lanço a pergunta seguinte: 

Dessa equipa quantos jogadores começaram no 11 na época 2015/16?

A resposta é Maicon e Alex. Dessa equipa que nos brindou com A exibição pouco restou para o 1.º figurino da época.
Onde estava Fabiano agora está Casillas. Onde morava Danilo agora está Maxi. Indi por Marcano já é mais comum. Casemiro por Danilo é outra realidade. O lugar habitado por Oliver serve agora de rampa de lançamento de Imbula. O RQ7 virou SV7.
Brahimi também estava fora dando lugar à velocidade de Tello. E onde estava o CHACHACHA manda agora o El Pibe Kar dos Camarões.

Esqueci-me de alguém? Parecem 3 mas não são 3. O Hector Herrera é um e o Phantom Herrera é outro.

Um jogador galgo como Herrera, capaz de fazer desmarcações como a que vimos após magistral abertura de El Pibe Kar é importante para a equipa.
Se Imbula dá a progressão com bola, o Hector é capaz de correr primeiro à espera que a bola venha depois. Progressão sem bola e chegada à área.
Não vale a pena pensar a equipa à espera do Hector quando é o Phantom que erra por lá.
Precisa de não ser queimado. Precisa de recuperar a forma física e isso é indispensável para não o chamuscar do fogo do Dragão. Nós já convivemos bem com um Herrera errante mas presente, intenso e maratonista. Esta versão é um pesadelo.

A lembrança não serve de desculpa nem para antecipar compreensíveis más noticias. Ajuda é a valorizar a exibição que ontem vimos de um grupo de jogadores diferente, que tem que se ambientar às exigências de jogar no Porto, à margem zero que há para empatar jogos no campeonato português e, por último, a responder às exigências do modelo requerido por Julen Lopetegui.

Já é hábito que o Guimarães comece as épocas a passo. Quem não se lembra da patética exibição que permitiu ao Porto de Paulo Fonseca dar um chocolate nas asas de Licá no jogo da Supertaça?
Na altura também se exibia o lateral Pedro Correia que em conjunto com Luis Rocha deverão ser a pior dupla de laterais do campeonato.

Tivemos sorte, portanto. Daqui a 1 mês seria mais difícil. Em Outubro acredito que jogadores como Otávio, Tozé, Montoya, Alex, Ricardo Valente e o Degolador Dourado mostrem - em  linguagem Jorge Jesusiana – que a equipa que ontem vimos vale o triplo.
Mesmo nesse contexto favorável o que vimos foi muito bom para começo. Uma equipa com duas faces mas virada para o ataque, sem subterfugios de mais um passe e mais um passe e mais um passe mas com progressão programada.

Alex Sandro sempre o fez e na 1ª parte de ontem mostrou que no Porto de Lopetegui o lugar de defesa lateral não é o patinho feio do 11 titular. É capital. 

Hoje em dia é mais importante manter Alex do que contratar Lucas Limas.

Varela foi o parceiro ideal porque também é capaz de ir comendo metros aparentando que está a correr de fininho, parecendo que não quer fintar ninguém e só quer levar a bola um bocadinho lá para frente.
Com gingares de corpo próximos dos pontas do raguebi mundial ele lá se vai desviando, contorcionismo a contorcionismo e quando damos por isso está à porta da grande área com Alex Sandro a desmarcar-se e Aboubakar pronto a ser servido.

Imbula faz profissão da progressão. É um upgrade tremendo face a 2014/15 que tinha coisas que esta equipa não tem (magia de Oliver) mas não possuía esta capacidade de poupar 20 passes em 5 passadas largas.

Ontem não se viu muito essa versão de Imbula. Na 1ª parte foi pela parceria Varela e Alex e pelas movimentações, classe e talento de El Pibe Kar que o Porto se lançou a Douglas como se não houvesse amanhã. Imbula poderia ter feito do trio quarteto não desaproveitasse as oportunidades criadas por El Pibe.

Tello juntou-se ao trio e aproveitando-se da inexistência de adversários dignos de 1ª divisão aproveitou para criar perigo, correr ainda sem ligar o DRS e apagar a imagem que deixou na pré-época.

Depois de estranhas oportunidades falhadas, o golo nasce do trio maravilha da 1ª parte e dum ressalto que acertou contas com a justiça do marcador.

Danilo Pereira segurava as pontas atrás, ligeiramente à frente dos impositivos M&M´s enquanto Maxi apalpava terreno discretamente e batia nos adversários como sempre fez.

Na realidade, quem estava um pouco a leste da dinâmica da equipa era o seu coração. Herrera a estragar tudo o que podia e Imbula a não conseguir finalizar tudo o que lhe era dado.

A 2ª parte começa perigosamente. A equipa do Porto ainda esbracejava do balneário e o Guimarães tinha resolvido que futebol é para ser jogado e não temido.

A pressão baixa virou pressão alta e a táctica lopeteguiana do meio-campo de galgos começou a mostrar fendas.

Se o ponto fraco da 1ª parte eram os box-to-box e o Guimarães sobe linhas, os primeiros 10 minutos da 2ª parte revelam que os galgos desacertados só servem nas horas boas.

O miolo da equipa não era capaz de sair das zonas de pressão com bola. Naquela altura tive saudades do subterfúgio do passe para evitar que a passada batesse no muro.

Lopetegui agiu rápido. Relógio suiço lá para dentro e fantasma mexicano cá para fora.

10 contra 11 estava dificil mas 11,5 contra 11 ficou mais fácil.

André André, neste momento, é titular de caras da equipa. É tão intenso como o Hector que não vimos, também sabe passar como o Oliver que não temos, sabe posicionar-se como o Evandro que (felizmente) ainda temos, tem aquele espirito aguerrido/agressivo/violento que importamos das imediações do Colombo ao qual junta a inteligência de saber como e onde fazer faltas.

 Passamos a ter um pouco de tiki taka, do bom tiki taka, que foi mostrando ao Guimarães que a correria da pressão era inutil. Correr para nada cansa muito.
Quanto mais cansa, menos vontade há de correr. Entrou André, foi-se a pressão e voltou o Porto.

Lopetegui gostou do que provou e deu mais relógio à equipa com Evandro eliminando os galgos de vez. A equipa ficou mais cómoda com o estilo próximo do ano anterior e cresceu como avalanche para a baliza de Douglas.

Evandro e André André deram à equipa um coração sapiente e foi ver os membros a brilharem de novo. Como o melhor amigo dos laterais mudou de lado foi a vez de Maxi Pereira brilhar a grande altura e de Alex repousar.

Intercepções contundentes, assistências primorosas, tabelas clarividentes deram à importação do Colombo um lugar de destaque no pódio exibicional da 2ª parte.

Tello mandou bomba à cara de Afonso, El Pibe Kar mandou bomba para dentro da baliza dos Afonsos e até à obra de arte Maxi/Varela foi um jogo de um só sentido com 2 relógios a empurrar os ponteiros sempre erguidos para as 12 horas em full gas.
Uma excelente estreia, com grandes indicações dos laterais, uma exibição monumental de Varela, a prova que Danilo é o 6 e a alegre sensação de que as segundas linhas do coração da equipa têm nivel para serem titulares do Porto.

 
Análises Individuais:

Casillas – Exibição sem mácula. Começa por ser um assistente com oportunidades de mostrar os dotes com os pés, segue com uma intervenção de grau de dificuldade médio/baixo na 1ª parte e mostra-se após um deslize de construção de Marcano que coloca Tozé em situação de remate.

Maxi – Uma 1ª parte em que se fez notar mais pelo estilo lutador e aguerrido como que a tomar o pulso ao Dragão. Na 2ª metade foi o MVP mantendo o espirito de canela até ao pescoço, acrescentando piscinas de área a área, tabelas sublimes com Varela, assistências para golo e roubos de bola de faca nos dentes.

Maicon – Bom jogo. Autoritário e impositivo na defesa, capaz na construção e menos propicio a tremedeiras que são marca de la casa.

Marcano – Roçou a perfeição não fosse aquele passe temerário que deixou Tozé na cara de Casillas. Transmite tranquilidade à equipa e demonstra foco pleno no que está a fazer.

Alex Sandro – É um grande jogador de futebol com um talento para ser (d)o melhor do mundo na posição. Fecha por dentro, sabe sempre o que fazer, tem uma manancial de soluções à Sport Billy que faz com que pudesse lutar pela titularidade numas 5 posições do terreno de jogo.
Óptima primeira parte e um segundo tempo mais reservado porque era a altura de Maxi brilhar.

Danilo Pereira – Grande jogo. A maior parte dos MVP´s da partida tiveram períodos de alto rendimento e outros em que baixaram um pouco o tom.
A preponderância de Danilo foi uma linha reta. Sempre com grande rotação, sempre agressivo e a encostar no portador da bola vimaranense antes que tivesse tempo de rodar.
Aguentou o meio-campo numa altura em que Imbula parecia apalpar terreno e Herrera nem no terreno estava. Soube ter bola, soube proteger bola e soube sempre como e para onde a passar.
Com os galgos da 1ª parte ou os relógios da 2ª parte deu-se sempre bem.
Pareceu querer transmitir a Lopetegui: escolhe a minha companhia à vontade que para mim dá-me igual. 

Imbula – Pareceu estranhar o posicionamento tão avançado no terreno. O francês foi um 8/10 que aparecia mais perto de Aboubakar do que de Danilo.
A proximidade com o Messi negro dos Camarões abriu-lhe janelas de tiro ao Douglas mas não soube aproveitar os bombons falhando o alvo.
Não se viram as arrancadas que deixaram o mundo portista a salivar mas o caminho de Imbula é este. Perceber com quem joga, que terrenos deve pisar o perfil de jogadores com quem troca a bola e tem que dobrar.
A 1ª parte é razoável/boa e nos segundos 45 minutos Lopetegui impediu que essa imagem fosse prejudicada pelo natural desgaste que já evidenciava.

Herrera – Fez uma Gold Cup medonha. A forma que apresentou nas Américas é exactamente a mesma que se viu hoje.
Dá sempre a ideia que está com o fulgor fisico de quem está a jogar em La Paz aos 119 minutos de jogo. Recebe a bola quase sempre parado, tem necessidade de abrandar para dar seguimento às jogadas e só aparece positivamente quando lhe dão esse tempo todo e lhe sai um bom passe de 20/30 metros.
Se é para vender o melhor que há a fazer é aceitar a melhor proposta que está na mesa.
Se é para mostrar o Herrera que vimos em grande parte do ano passado tem que parar, descansar, recuperar energias para não arrebentar com o crédito que tem nas bancadas em 1 ou 2 jogos.
Precisa de férias do 11 titular. Precisa ele e merecem André André, Evandro, Sérgio Oliveira, Bueno e Rúben Neves.

Varela – Uau! Os criticos de Varela costumavam argumentar que o Drogba da Caparica só fazia 5 bons jogos por anos. Em 2015/16 já cumpriu 40% dessa quota porque o que vimos hoje vale por 2 bons.
Transportou sempre que aconselhável evitando o carrosel de passes inúteis.
Temporizou sempre que a equipa não acompanhava o seu arranque.
Driblou sempre que lhe apeteceu e quem quer que lhe aparecesse.
Tabelou sempre que teve artistas à sua altura.
Cruzou sempre de forma limpa para quem chegava à área.
Foi 4.º médio, foi 2.º avançado, foi extremo, parceiro, companheiro.
Foi o MVP humano do jogo.

Aboubakar -  O que foi isto Abou? Não brinques com a gente Abou!
Quando dizemos: “Que ninguém lhe peça para ser Jackson” não é para levares assim a peito.
A 1ª parte é  perfeita. Nos 3 anos de Jackson não me lembro de ver 45 minutos tão perfeitos em que cada toque de bola iluminava o jogo ofensivo portista.
O pujante, possante e físico camaronês parecia um pequeno, genial e talentoso El Pibe das Pampas. Sempre atento à bola, sempre atentissimo à posição dos seus 9 companheiros de campo, com uma visão que transformava cada centímetro de espaço em metros na ponta da sua chuteira.
Marcou, fez assistências para golo dentro e fora da área, passes curtos e longos perfeitos e espalhou tanto perfume pelas bancadas do Dragão que já nem sabíamos quem eramos e quem era aquele E.T que planava pelo relvado.
Depois de nos mostrar que ficou ofendido com o “Que ninguém lhe peça para ser Jackson” resolveu lembrar-nos quem é Abombakar e depois do convite de Maxi lá saiu o bilhete do costume.
Teve mais um ou dois bailados de El Pibe na área para  Cha Cha Chinar o juízo da defesa do Guimarães e só quando rebentou fisicamente é que desceu do estado divino para ser um simples ponta de lança do FCP.
Que maravilha de exibição. Mais 15 dessas e é prá Bola de Ouro.

Tello – Boas notícias. A pré-época de Tello foi a um estilo Herrera Gold Cup. Errante, complicativo e estranhamente passivo.
Hoje não foi perfeito mas vimos um Tello mais participativo, melhor sucedido nos duelos individuais, ainda não tão rápido como sabe ser mas sem que parecesse um corpo estranho na equipa.
Infernizou a vida aos patéticos laterais vitorianos e ganhou pontos na luta pela titularidade que parecia destinada ao Drogba da Caparica e a Brahimi.


André André – A equipa precisava de um médio a gritos. Entrou e os gritos emudeceram como se estivéssemos numa partida de ténis ou golfe a apreciar a exibição do “artista”.
Movimenta-se bem, é catedrático do jogo de futebol e foi o relógio que acertou o ritmo exibicional da equipa, arrumou para canto o topete do ínicio da 2ª parte vimaranense e catapultou o Porto para os melhores 20/25 minutos colectivos da noite.

Evandro – Os primeiros 10 minutos foram do Evandro timido. Bom na movimentação, acertadinho no passe mas sem qualquer vontade de fazer algo que nos obrigue a ver o que ele tem. A partir daí vimos o Evandro de classe. A pegar na equipa com o relógio do Mestre André a acertar o compasso ao segundo e a mostrar que a versão relógio do meio-campo da 2ª parte não fica nada a dever à versão de galgos francomexicana.
Merece ficar no plantel e nós precisamos que fique.

Brahimi – Jogo a 3-0 e o artista da equipa a sair de lesão tornava desaconselhável a sua entrada. Lopetegui podia ter tido outra sensibilidade e mostrado a Bueno ou a Osvaldo um pouco do que lhes espera, apadrinhar a estreia num ambiente propicio e ter dado a Aboubakar a ovação extraterrestre digna de um E.T.


Ficha de Jogo:

Primeira Liga, 1ª jornada
Sábado, 15 Agosto 2015 - 20:45
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 48.509

Árbitro: Fábio Veríssimo.
Assistentes: Paulo Soares e Pedro Felisberto.
Quarto Árbitro: André Moreira.

FC Porto: Casillas, Maxi Pereira, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Danilo, Herrera, Imbula, Varela, Aboubakar, Tello.
Suplentes: Helton, Martins Indi, Brahimi (85' Varela), Osvaldo, Evandro (65' Imbula), André André (53' Herrera), Bueno.
Treinador: Julen Lopetegui.

V. Guimarães: Douglas, Pedro Correia, Josué, João Afonso, Luís Rocha, Cafú, Bouba, Tozé, Henrique Dourado, Alex, Tomané.
Suplentes: Assis, Moreno, Valente (69' Henrique Dourado), Montoya (77' Tozé), Vigário (88' Alex), João Pedro, Breno.
Treinador: Armando Evangelista.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Aboubakar (8' e 61'), Varela (83').
Disciplina: cartão amarelo a Bouba (31'), Maxi Pereira (64'), André André (79'), Tomané (88'), Luís Rocha (89').


A Voz dos Protagonistas:

Lopetegui: “Gostei muito da nossa exibição”

“Fizemos um jogo muito bom, frente a uma equipa de qualidade, que acredito que estará na parte superior da tabela. Fizemos coisas muito boas e creio que até poderíamos ter marcado mais golos, não só na primeira parte, mas também na segunda, na qual tivemos inumeráveis ocasiões. A equipa teve muito mérito, apesar de ter jogado muita gente nova que jogou pela primeira vez no Dragão, ainda por cima com o estádio cheio. Fizemos três golos e poderíamos ter feito mais, mas gostei muito da nossa exibição”, afirmou Julen Lopetegui após a estreia vitoriosa no campeonato, que coloca desde já os portistas no topo da classificação.

 “O campeonato acaba de começar e é muito cedo para se estabelecerem comparações. O que pedimos aos avançados são, naturalmente, golos, até porque é algo que lhes aumenta e reforça a confiança. Por vezes podemos não ter essa lucidez, mas só podemos estar satisfeitos, sobretudo pela exibição colectiva da equipa, que trabalhou muito e venceu com todo o mérito”, prosseguiu Julen Lopetegui.

Justificando a ausência de Rúben Neves com a opção por Danilo Pereira, o treinador dos Dragões deixou ainda elogios ao desempenho defensivo do FC Porto. “Acabámos por praticamente não conceder qualquer ocasião de golo ao Vitória de Guimarães, que é uma equipa com muita qualidade ofensiva”, concluiu.


Aboubakar: “Fico feliz por retribuir com golos”

“Agradeço a confiança que todos me transmitem e fico feliz por retribuir com golos, ajudando a equipa. Temos muitos jogadores novos, mas creio que, colectivamente, fizemos um excelente jogo. Temos trabalhado muito e os meus golos nasceram precisamente do trabalho da equipa que, apesar de ser jovem, já se mostrou a bom nível”, declarou Aboubakar, que assume, ainda que provisoriamente, a liderança da lista de goleadores do campeonato.

Garantindo que é um jogador diferente de Jackson Martínez, o avançado internacional camaronês pretende continuar a dar o seu contributo à equipa, explicando ainda o abraço a Julen Lopetegui aquando do bis. “Não sou igual a Jackson Martínez, mas espero fazer coisas importantes por esta equipa. O meu abraço ao treinador foi um gesto de agradecimento pelo apoio e confiança que me tem transmitido”, concluiu o camisola nove dos Dragões, que recebeu de Joaquim Campos Marques, representante da Fidelidade, o prémio de MVP deste jogo.


Por: Walter Casagrande

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Mais do mesmo!

#FCPorto #BluePunisher #Benfica

Antes do arranque oficial da época 2015/2016 o futebol português fez questão de novamente brindar-nos com rábulas, situações caricatas e escândalos do tamanho do mundo!

Realizaram-se eleições na liga de clubes e Luís Duque foi derrotado dando lugar ao ex-árbitro Pedro Proença. Entretanto noutro “tabuleiro de jogo” a Federação Portuguesa de Futebol dando “seguimento” ao parecer entregue pelo responsável do conselho de arbitragem, Vítor Pereira, chumbou o sorteio dos árbitros.

Este chumbo não deverá causar surpresa a ninguém sabendo-se como as coisas são “cozinhadas” nos “bastidores do futebol lusitano”. Em “vésperas” da tomada desta decisão Luís Filipe Vieira foi visto a almoçar ou jantar (não me recordo) com o presidente da federação Fernando Gomes.

Já antes Vítor Pereira chefe dos árbitros tinha indicado o “caminho”, entregando um parecer com vários pontos a justificar o porquê da sua posição em chumbar o sorteio dos árbitros, pois “poderia colocar em causa a credibilidade do futebol português”. Se não fosse um assunto tão sério só daria para rir e rebolar de riso!

Aqui está mais uma prova de que apesar de toda a propaganda dos media a soldo dos interesses do colo colo de Carnide, o FC Porto e o seu Presidente não tem a influência que dizem ter. Com um seu ex-dirigente a presidir a federação não consegue aprovar o sorteio dos árbitros, apesar de ser a vontade da maioria dos associados da liga de clubes!

Se tudo isto não bastasse, Vítor Pereira (chefe dos árbitros) num exercício de hipocrisia suprema, veio a público afirmar a sua disponibilidade para “debater o processo de nomeações e os respetivos critérios” com o recém-eleito presidente da liga de clubes Pedro Proença. Mais fumo lançado para baralhar e ocultar!

O critério está bem claro com os homens do apito escolhido logo para a primeira jornada, o FC Porto está mais que avisado, e tem de ser competente o suficiente para não colocar-se a jeito dos “critérios” de Vítor Pereira.

Calhou “em sorte” o árbitro Fábio Veríssimo para o embate no Estádio do Dragão ante ao Vitória de Guimarães, deve ser um grande talento da arbitragem portuguesa, um “diamante por lapidar”, caso contrário Vítor Pereira tão preocupado com “a credibilidade do futebol português” não o teria nomeado!

Continuando a “dissecar os critérios” do chefe dos árbitros, este designou para o jogo em Tondela do sporting de um Jesus em “estado de graça” Carlos Xistra, outro grande “valor” da arbitragem como tem tido oportunidade de demonstrar. A cereja no topo do bolo é alcançada com o inexperiente Tiago Martins na “catedral”, outro “grande valor”! Sendo prematuro começar já a fazer conjeturas fica gravado para memória futura e veremos no que dá.

No mínimo o bom senso recomendava para os jogos dos crónicos candidatos ao título outro tipo de cuidado e sensibilidade. Mas Vítor Pereira já mostrou não ser capaz de passar disto, a sua atuação lembra a inconveniência e caos que um elefante é capaz de gerar numa loja de porcelanas. 

Se não age de forma premeditada então é mesmo um caso crónico de incompetência que urge purgar e quanto mais rápido melhor! Havendo premeditação é algo para análise e investigação das instâncias judiciais, que habitualmente mostram um certo “bocejo e desinteresse” por tudo o que não tenha a ver com o FC Porto diretamente.

A título de curiosidade para não ficar no ar um conjunto de dúvidas sobre este árbitro “desconhecido” que estará no Dragão, tem no seu “maravilhoso curriculum” o fato de nunca ter arbitrado um jogo do FC Porto, colo colo de Carnide, sporting ou até mesmo do Sporting de Braga. 

Em Novembro andava a arbitrar pelos campeonatos distritais e dizem por “aí” que foi promovido a internacional sem a experiência necessária, contrariando as diretrizes da FIFA. 

Tem também o recorde na amostragem de cartões em Portugal numa época, mostrou 232 cartões na última época, dando uma média de 6.5 cartões por jogo e em 48% dos jogos que arbitrou expulsou pelo menos um jogador!  Portanto vem ao Dragão com um “grande selo de qualidade” como podem os leitores constatar!

Muito interessante mesmo esta nomeação! Tem com certeza todas as condições reunidas para agradar ao “padrinho” que o colocou no caminho do FC Porto, e aumentar o nível de dificuldade que nos espera.

O FC Porto está avisado, por favor não voltem a ser “anjinhos” como no passado, e entrem no jogo frente ao Vitória de Guimarães com atitude vencedora desde o primeiro minuto, a chave passa por marcar cedo e ir sabendo gerir o jogo. 

Não convém esperar por “benesses” deste árbitro, tipo punir a violência dos adversários, penaltis a nosso favor, foras de jogo bem ajuizados, pois com a “folha de serviços” que apresenta só podemos preparar-nos para o pior.

Perante isto qual é o sinal que Vítor Pereira e a Federação querem dar? Reflitam, eu tenho a minha opinião que para já fica comigo. O festa do tri é que era, isso sim regenerava o país e recuperava a economia! E mais não digo ou escrevo!

Cabe ao FC Porto, aos seus atletas, equipa técnica e dirigentes “cerrarem os dentes” e avançarem de forma confiante e imbuída de espírito guerreiro para uma “caminhada” que se prevê árdua e cheia de armadilhas.

Os fatos anteriormente mencionados demonstram que pouco importa quem preside à liga de clubes pois o poder foi “esvaziado” deste organismo, e transferido às claras para a alçada da Federação Portuguesa de Futebol.

Depois das denúncias de extrema gravidade do árbitro recentemente despromovido Marco Ferreira, colocando em causa a honestidade, imparcialidade e condições de Vítor Pereira em manter-se no cargo, tudo ficou igual e as autoridades não tiveram qualquer tipo de interesse em investigar.

 Afinal quando o colo colo de Carnide ganha há “transparência” no “nosso futebol indígena”, a história tem demonstrado que assim é, e não convém perturbar ou colocar e causa a “paz podre e orgasmos” que estes momentos proporcionam aos “poderes instituídos”.
O FC Porto tem estado algo “aburguesado” e passivo nestes acontecimentos, parece estar tão confundido e incapaz como muitos outros agentes desportivos que tentam perceber como acabar com este estado de coisas.

Há denúncias, acusações, indignação de vários quadrantes, mas infelizmente o tempo passa e tudo fica igual, a bem das conveniências do colo colo de Carnide naturalmente.
Não acreditem nas fragilidades que muita imprensa e media chora com “lágrimas de crocodilo” sobre o atual plantel e equipa técnica do colo colo de Carnide, os “verdadeiros reforços” deles irão juntar-se ao longo das competições internas disfarçados com apitos na boca, bandeirinhas de fora de jogo e demais adereços!
A grande curiosidade para nova época 2015/2016 será ver o que será permitido ao Jorge Jesus e até que ponto pode ser também levado ao colo no sporting. Será que era só um privilégio que tinha no colo colo de Carnide?

Jorge Jesus voltou a demonstrar que não sabe ganhar para além de nunca saber perder. Após ter conquistado a supertaça Cândido de Oliveira voltou a demonstrar falta de classe e de desportivismo, algo que não espanta, apenas mostra o que é, não adianta tentar disfarçar. Razão tinha um certo colega de profissão quando falou em vinténs e cretinos.

Espero que não seja depositada novamente em Julen Lopetegui a responsabilidade de fazer as denúncias que se impõem ao longo da época, estou a assumir que as haverá pois pensar que o manto protetor acabou é demasiado otimista. Será curioso verificar se o manto protetor fica no mesmo lugar ontem tem estado, ou se transita para as vizinhanças, onde mora agora o treinador “ganhador” segundo a imprensa da capital.

 O treinador deve estar exclusivamente focado nos objetivos traçados, e não ter de sujeitar-se ao desgaste de denunciar situações que deverão ser abordadas por outros. Por exemplo pelo departamento de comunicação do Clube ou outros canais que se julguem adequados, apenas em última instância essa responsabilidade deve ser atribuída ao treinador. 

A iniciativa do boletim informativo digital “Dragões Diário” é interessante, inteligente e pertinente mas não chega, outras soluções deverão ser pensadas e testadas.

Sobre a pré-época do Clube foi felizmente possível ver muitas coisas positivas, nota-se que há mais soluções que na época passada, mas são necessárias ainda muitas “afinações na máquina” em especial nos processos ofensivos, falta mais presença na área, criar mais oportunidades de golo e aumentar a eficácia na finalização. 

Continua a ser aborrecido ver o futebol mastigado de passe para o lado e para trás, com raros rasgos de criatividade, embora seja notório que a equipa cria mais oportunidades de golo do que no passado. A “obsessão” pela posse de bola não serve para nada se não conduzir à vitória, a “mente e os olhos” dos atletas devem estar sempre focados na baliza adversária, deve também perder-se o medo de tentar com mais frequência remates de fora da área. 

É fundamental recuperar a capacidade que o FC Porto tinha no passado de “encostar os adversários às cordas” não os deixando respirar no Dragão (e idealmente em campo algum), para evitar dissabores e perdas de pontos comprometedoras, especialmente frente a adversários menos cotados interessados apenas em defender.

Quem teve o privilégio de ver as grandes equipas que o FC Porto teve nos anos 80 e 90, assim como nos anos dourados posteriores a esses com o José Mourinho e André Villas Boas, percebe o que o parágrafo anterior quer dizer. 

Simplesmente é necessário recuperar o ADN do que é ser Porto e jogar à Porto, em que a pele era sempre deixada em campo e os atletas lutavam até à última gota de suor.

Os lances de bola parada devem também ser trabalhados até à exaustão, pois tem sido algo de que o FC Porto não tem praticamente sabido aproveitar no último par de anos. 

Como infelizmente andamos com “o coração na mão” até ao fecho da janela de transferências neste mês de Agosto, ainda é prematuro avaliar se o plantel com que vamos competir é suficiente, aparentemente não o é no momento. Faltam pelo menos um médio criativo e um central com condições de ser titular no imediato. 

Veremos se a SAD decide contratar mais alguém, enoja-me esta novela rasca criada em torno do brasileiro Lucas Lima, que tem produzido declarações extremamente indelicadas, arrogantes e desbocadas, quando devia estar orgulhoso por despertar o interesse de um grande Clube europeu que já ganhou tudo o que havia para ganhar!

Pessoas com esse tipo de mentalidade e atitudes como Lucas Lima demonstrou não interessam ao FC Porto, se um atleta não demonstra logo no início entusiasmo, respeito e excitação com a hipótese de poder jogar no FC Porto então é um claro sinal que não tem estofo para vingar neste mágico Clube.

Não posso deixar de manifestar o meu desagrado pelas declarações pouco elegantes do nosso Presidente Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, em que afirmou algo como isto “Qual é o clube que não preferia ter o Casillas em vez de ter o Fabiano e o Andrés Fernández?”.
Ficou-lhe mal, enxovalhou os nossos ex-guarda-redes que deram sempre o seu melhor e foram sempre grandes profissionais. Se não têm valor para jogar no FC Porto a culpa não é deles é de quem os contratou. Haviam outras formas mais diplomáticas que permitiriam ao Presidente manifestar o seu regozijo pela contratação do histórico guardião Iker Casillas.

Acredito que não o fez por mal, mas com o cargo e a responsabilidade que tem deve saber medir e escolher melhor as palavras que usa em entrevistas ou declarações públicas.

Termino desejando as maiores felicidades ao FC Porto na sua estreia em competições oficiais já este fim-de-semana, alertando novamente que teremos de ser muito competentes e inteligentes neste jogo. 

Um campeonato nunca é ganho ou perdido na primeira jornada, mas precisamos de tranquilidade e de ganhar confiança, e nada melhor que entrar bem ganhando, e continuar nessa senda do êxito. Não é desejável que seja criado um clima de desconfiança e pressão desnecessária logo no início das “festividades”.


 
FC Porto a vencer desde 1893!
A Chama do Dragão é Eterna!
FC Porto sempre!
   


Por: BluePunisher

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Crucificado

#Benfica #Sporting #Supertaça #Vitória #Jesus
Está tudo assustado,
C’o Rei Leão!!
E já nem o Dragão,
É pois mais que gado!

Pronto pr’a matança
Deste predador!
Pois nem o “andor”,
Lh’acertou c’a lança!

Em tudo venceu
O leão na águia!
Que tod’a fidalguia
Já se enobreceu!

Já são campeões…
E sem muito falarem!
Pois que bem “jogarem”
Nas declarações!

Tudo gente fina
E muito escorreita!
Que não há desfeita
Na veia assassina!

E de tão vorazes
Já todos, assustam!
E muitos não lutam,
Pois não são capazes…

Dizem-se portistas,
E de longa data…
Mas do leão, a pata;
Fá-los Realistas!

É pois, da costela
E do sangue azul…
E lá mais pr’o sul…
Ainda têm mistela!

Têm d’Andrades, posto,
Dos gloriosos tempos!
Quando outros ventos
Sopravam em Agosto…

Era como agora,
Neste desalento!
Pois a cem por cento,
Nunca uma Vitória!

E da Supertaça,
Resulta-nos o resto!
O adepto honesto:
De Dezembro não passa!…

É noss’a derrota,
Mesmo sem perder!
Pois quem vai vencer,
Se não acredita?

E o leão assusta
Saído da jaula…
E só disso se fala,
No medo d’aposta!

Qu’o ser campeão
Já não é pois, certo!
Qu’o leão está perto,
Mais de ser Dragão!?

E nesta inversão
De valores, sentido…
Sigo entretido
P’la antevisão…

É o efeito Jesus,
Que se faz sentir!
Que não sei se rir
Ou chorar, na cruz!?…

Por: Joker

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

FC Porto B 1-2 Portimonense

A equipa B do Futebol Clube do Porto voltou este Domingo à competição oficial com uma derrota caseira por 2-1 frente ao Portimonense.

Mas ainda antes de irmos ao jogo convém relatar o novo rosto da equipa portista que mudou bastante face à época anterior.

Como é hábito nas equipas B, muita coisa mudou. Muitas saídas, muitas entradas e muitas promoções dos escalões de formação.

De destacar as saídas de Leandro Silva e Gonçalo Paciência (emprestados à Académica), de David Bruno e Anderson Dim (emprestados ao Freamunde), de Kadu (emprestado ao Varzim), de Roniel (emprestado ao Paços de Ferreira), de Lichnovsky (a treinar com a equipa principal) e de José António (retirado).

Contratados foram 10 jogadores:  os centrais Maurício (Portimonense) e Wellington (Grémio Anapólis), os laterais Rodrigo (Grémio Anapólis) e Ronan (Fluminense), os médios Omar Govea (Mineros), Enrick (Paranaense) e Fede Varela (Celta de Vigo) e os avançados Cláudio (Guimarães), Gleison (Portimonense) e Ismael Diaz (Tauro).

Promovidos da equipa junior: os guarda redes João Costa e Filipe Ferreira, o central Verdasca, os médios Chidozie, Rui Moreira e Sérgio Ribeiro e os avançados Leo Ruiz, Rui Pedro e Ruben Macedo (já regular da equipa B no ano anterior).

Plantel actual:

Guarda redes: Raul Gudino, Caio, João Costa, Filipe Ferreira

Defesas: Victor Garcia, Rodrigo, Rafa, Ronan, Wellington, Verdasca, Maurício

Médios: Mikel, Chidozie,Tomás, Omar Govea, Francisco Ramos, Graça, Pité, Enrick, Fede Varela, Rui Moreira, Sérgio Ribeiro

Avançados: Ruben Macedo, Cláudio, Gleison, André Silva, Leonardo Ruiz, Rui Pedro (ainda junior) e Ismael Diaz (ainda junior).

O plantel é neste momento bastante extenso para uma equipa B (cerca de 29 jogadores). Luis Castro mantêm-se como treinador principal.

Será essencial reduzir o número de jogadores e encontrar rotinas nesta equipa renovada e com tanta juventude.


E agora vamos à análise do jogo que marcou a estreia do FCPorto B na segunda liga.

O onze portista apresentou muitas novidades, desde logo uma dupla de centrais completamente nova com o jovem Verdasca a fazer companhia ao médio (adaptado a central) Chidozie. As laterais foram ocupadas por Victor Garcia e Rafa. Raul Gudino manteve-se na baliza. No meio campo Mikel e Francisco Ramos ampararam a estreia do jovem Rui Moreira. Já no ataque Ruben Macedo fez companhia a Graça (falso extremo) e André Silva.

O jogo começou bem para a equipa portista que mostrou algum domínio nos 20 minutos iniciais e conseguiu as melhores jogadas e oportunidades de golo.

André Silva podia ter feito bem melhor logo aos 7 minutos, praticamente isolado. No meio campo portista, Mikel e Francisco ocupavam bem o espaço e permitiam a Rui Moreira e a Graça alguma liberdade criativa.

O Portimonense só em lances de bola parada criava relativo perigo.

No entanto, os visitantes foram equilibrando o jogo e acabaram mesmo a 1ª parte por cima.

Na 2ª metade a história foi outra. A experiência do Portimonense veio ao de cima e a "inocência" da equipa portista ficou bem evidente. Sempre por cima e a dominar o meio campo, o Portimonense chega naturalmente ao golo num livre.

O Porto ainda reduz de grande penalidade por André Silva, mas mesmo a fechar, o Portimonense volta a marcar, numa altura em que Mikel já tinha sido expulso (não se percebe bem porquê).

Uma derrota sem grande contestação, que poderá ser útil para analisar as fragilidades defensivas da equipa. Esta é uma equipa muito jovem e que terá de certo muito que falhar antes de acertar. Resta-nos esperar que estes jovens cresçam e possam dar ao FCPorto alegrias no futuro.


Análise individual:

Gudino: No primeiro golo parece mal posicionado. Regular no resto do jogo.

Victor Garcia: Mau jogo e com culpas óbvias no segundo golo do Portimonense.

Verdasca: Bom jogo do jovem central, apesar de ter tido muito que fazer.

Chidozie: Começou bem e ainda se aguentou na primeira parte, mas na segunda metade acumulou erros numa posição que não é a sua.

Rafa: Jogo regular, mas com pouca ajuda ao ataque.

Mikel: Bom jogo a médio defensivo. Quando baixou para central a exibição não foi tão positiva.

Francisco Ramos: Melhor em campo. Foi sempre o jogador que mais ligou a equipa. Um jogador muito maduro, apesar da tenra idade.

Rui Moreira: Uma boa surpresa sobretudo na 1ª parte. Este é um médio ofensivo de qualidade, mas terá que aumentar os seus níveis de intensidade.

Graça: Apesar de ser médio, jogou numa ala e até começou bem com várias jogadas de combinação com André Silva, mas foi caindo de produção como a equipa.

Ruben Macedo: Muito irregular e pouco incisivo.

André Silva: Alternou o bom com o mau. Tem que soltar mais a bola. Ainda assim ganhou e marcou a grande penalidade.

Leo Ruiz: Apesar de ter sido o 1º a entrar não se fez notar. A equipa também não ajudou.

Pité: Nada acrescentou.

Claúdio: Nada acrescentou.

Por: Prodigio

domingo, 9 de agosto de 2015

Chocolate

#FCPorto #Joker


O primeiro dia do resgate
É hoje que s’inicia!
O dia é de alegria,
E a cor é de chocolate!

Não lhes caiu no goto
Que de cacau, foss’a cor!
De ***** pr’o comentador,
No seu rebuscado gosto!?

Gosto desta variância:
Tudo menos o escarlate!!
S’a cor é de chocolate,
É símbolo d’abundância!

Que seja bom indício
Na época que s’inicia;
Pois de barriga vazia…
Quem s’apresta ao exercício?

E nesta fome de títulos,
O chocolate é o nosso intuito!
Qu’o campeonato não será muito,
Na germinação de novos ciclos!

Nisto o doce, pr’a temperar;
O chocolate no nosso sangue!
Qu’a fome é grande…
E há que ganhar!!

E da energia desse sabor,
Qu’é a vitória!…
Pois quanta glória
Se lembrará da cor?

Senão do azul-e-branco,
Por nosso crivo!
E do alternativo,
Um saudoso espanto…

Por: Joker

terça-feira, 28 de julho de 2015

Voto vencido

#Liga #benfica #Sporting #Joker

…D’ano repetente
Por lá ter chumbado!
Tem-se por trocado
No actual presidente!

Porqu’o anterior
Ainda qu’estudioso
Não era zeloso
Sobr’o superior!

Aceitava instruções
E mais directivas!
E nas “executivas”…
Faltav’às reuniões!?

Era corpo presente
Até na votação!
Pois qu’a “nomeação”
Já lh’estava assente!

Ele tinha lido
Tod’os “pareceres”
E nesses poderes…
Já estava vencido!

E mesmo tend’o seu
Não o mostrou a tempo!?
Por se ter mais lento,
Ou porque não deu?

Pois tem lá razão
No futebol mandar
Quem o faz jogar
Na sua competição?

Não têm voto
Para decidir?
Têm que dividir
A decisão com outro?

C’o enfermeiro?
C’o árbitro e médico?
Só falta, por ético
O voto do roupeiro!?

Mantém-se tudo igual
Ao do passado ano?
O Vítor é soberano
Pr’a escolher o “tal”!

O “mais bem preparado”
Pr’o jogo em concreto!
E o “mais correcto”
Árbitro nomeado!

Pois com’o Vitória
Diz de sua justiça!
Não elege a equipa
C’o base aleatória!!

Está pois muito certo
Na sua defesa
Pois tem a certeza
De ser muito esperto!

Ele a escolher
Não quer o sorteio!
Pois lhe sab’o meio
De poder perder!

Pois sem garantia
De vir o Capela
Sem o senão, a bela
Tem mais pontaria!

E quem os elege
Tem observadores…
Que são os melhores
Pr’a quem os protege!!

Nada pois, mudou
A não ser na Liga!
O Marco qu’o diga
Porque não ficou!?

Vejo no seu mural
Várias acusações
Mas de televisões…
Falta-lhe canal!

Já que não interessa
Pois mexer no lixo!
E o sistema é fixo
Nomeado à peça!

Pra quê contratar
Pois mais jogadores!
Se têm os melhores
Prontos a nomear?

Basta-lh’o Pereira
Par’a Federação!
Pois a votação
Teve-se por cimeira!

“O futebol português
É o vencedor”!!?
E o árbitro do andor
Escreve-o outra vez??

Sendo conhecido
Por marcar, sem falta
Pénaltis à farta…
Pr’ seu clube querido???

Vamos pois, jogar
C’a nomeação à perna!
C’a nomeação alterna
Quem o vai apitar…

E pra disfarçar
Mudam-se os critérios
E agora vão os sérios
Até s’esgotar…

E depois, escolhido
No momento exacto!
O Capela é um facto!!
E sem voto vencido…

Por: Joker

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Chumbo!

#Benfica #Árbitros #FCPorto #Sporting #Joker

CHUMBO!

Não faz os deveres
Levados pr’a casa!
E assim não passa!!…
“Não basta, saberes!”

sábado, 25 de julho de 2015

À descoberta d’América

#Benfica #América #Joker


À descoberta d'América

Já conhecem o benfica
Lá nas terras do tio Sam!
What? Who? Where? Ahn?
Quem é que lhes explica?

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Reclamação

#FCPorto #Museu #PintodaCosta #Joker

Todos do mesmo se queixam
Em pasquins e outros canais
Qu’eles pobres, queriam mais!
Mas sem dinheiro, não deixam!

Queriam comprar uma truta
Um treinador mais experiente
Vender só um, por contente!
Para c’o isto dar mais luta…

E nisto sucede-se o choro
No “zarolho”, no “magriço”
Pois alertando, com isso…
Que está no norte, o tesouro!!

E ainda neste defeso
Se atingiu outro recorde
E nisto há quem s’incomode
C’os “salários de peso”…

Qu’o orelhas não se cala
Por sua boca e recados (mas)
Os árbitros por culpados
É coisa que não o rala…

A preocupação é do guito
Qu’os outros gastam a mais!
E no mundo dos capitais
O campeão não é d’apito!

Muito se fala e s’escreve
Donde virá o “petróleo”!?
Qu’isto é um oligopólio
Qu’em Portugal se não deve…

Por isso vem o “El País”
E as TVs da velha Espanha!
Pois o Casillas não ganha
O que ganhava, e é feliz!?

Há pois, algo d’errado
Na entrevista à espanhola!
Esse corrupto da bola…
No “El País” não é culpado?

E se nem espanhol fala
Para qu’o querem ouvir?
Em “portinhol”? É pr’a rir!
Uma imprensa tão “mala”!!

Por: Joker

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ódio d’estimação

#FCPorto #Casillas #Mourinho #Joker

Tem sempre razão
Por ser especial!
E no dom natural
Dá-nos novo sermão…

Homem competente
E melhor treinador
Não é gastador!?
E viv’à tangente!

Num clube inglês
De magnata russo
Gere-se a pulso
O dinheiro burguês?!

Não se gasta a rodos
Em contratações!
Uns quantos milhões…
C’o sol nasce pr’a todos!

E se foi campeão
Por essa Europa fora
Nunca como agora
Tem-se em contenção!?

E dá como exemplo
Um país falido
Que estando vendido (mas)
Compra com aumento!?

E nas transações
Feitas p’lo Porto
Vinca-se-lh’o desgosto
Por se gastar milhões!?

E pagar um absurdo
Num só ordenado
A um pré-reformado
Já fora-de-uso!?

Qu’ele é que sabia
Quando lá o treinou…
E nunca se lhe pagou
O qu’ele merecia!!

Pois o especial
Er’o treinador…
E ter um jogador
C’o vencimento igual?

E a ganhar demais
Pois jogou pouco!
Qu’ele não é louco
A gerir capitais!!

Daí, a preocupação
C’o estado do país
Que por aí se diz
Em liquidação!

Quando em Castela
Tudo era diferente!
E a crise, ausente…
Pura bagatela!!

Pagava milhões
Para ter a “nata”
E a Espanha, farta
De tantos cifrões!?

Daí que s’entenda
A velada crítica
Que não é política
Mas sim, d’encomenda!

Visa um propósito
Muito mais concreto
Qu’ele por “correcto”
Não se tem por lógico:

Que mesm’a milhas
Não esquece a “Nação”!
Num ódio d’estimação
Chamado Casillas!

Por: Joker

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O pistoleiro

#Joker #Sporting #FCPorto

Desd’os tempos da Legião
Que não havia pistoleiro!
Um presidente ou roupeiro
Nesse clube do Leão!

Em qu’a arma cintilava
No punho ou à cintura
E s’usava com cultura
N’árbitro que calhava…

É célebre essa “jogada”
No intervalo c’o Atlético
Em qu’o Mota, já colérico
Na cabine a apontava…

E depois da intervenção
Já do Mota sobr’o jogo
O árbitro, por desafogo
Deu a vitória à Legião!

E na cultura desse clube
Serviram mais legionários
Que leões, são legatários
Dessa ciência da urbe!

De pistoleiros não sei
Desd’os idos do regime
Mas de polícias de filme
E doutros fora-da-lei

É uma constatação
Do assalto ao peculato!
Um anterior candidato
A presidente e ladrão!?

Que nist’o corolário
Tenha de vir do estrangeiro
Pois, o novo pistoleiro
Tem semblante de sicário?

Nessa pinta de matador
Reitera-se a tradição
Dos tempos da Legião:
A vitória no indicador!
 Por: Joker

terça-feira, 21 de julho de 2015

CONVERSAS DE DEFESO

#Joker #FCPorto #benfica

Muito se tem escrito – resmas e resmas de páginas virtuais – sobre a política de contratações do F.C.P neste defeso. Uns que sentem entusiasmo pela vinda de jogadores da estirpe mundial de Iker Casillas, outros que, feridos no seu orgulho, gritam o anátema da contratação de Maxi Pereira.

Para tudo e para todos, há argumentos válidos e falaciosos. Quem não se sente não é filho de boa gente, costuma-se dizer. A vinda do Maxi gerou a maior das controvérsias, pois entende-se que este é tido como um dos maiores símbolos do anti-portismo, ostentado pelos seus oito anos de águia ao peito. Um jogador com os defeitos (e qualidades) do Maxi, não pode gerar consensos: quem o tem por defensor, sabe-o um jogador abnegado, combativo, totalmente entregue à causa que defende; quem o tem na sua voz crítica, toma-o por um jogador rasteiro, faltoso, trapaceiro e quase ostensivo de toda a falta de ética desportiva. No meio estará a virtude deste jogador, creio, porque enquanto se lhe podem assacar as características de jogador faltoso, não se lhe podem negar as qualidades de um verdadeiro jogador de equipa e de um lateral moderno na forma como ataca e defende em todo o corredor direito. Compreendo algum mal-estar pela sua contratação, na égide alguns portistas, mas entendo que sob o ponto de vista estritamente desportivo, o Maxi Pereira se vai consagrar como uma contratação acertada.

É fácil perceber, contudo, que para alguns portistas a contratação do Maxi, assim como a contratação do Casillas ou a do Imbulla revelam, mais que uma política concertada e devidamente sustentada numa estratégia de fundo, uma espécie de roda-vida, pela desorientação revelada na política desportiva da SAD do F.C.P ao longo dos últimos dois anos. O facto de não se ganhar teria levado essa mesma SAD a uma espécie de experimentalismo exacerbado, para se reencontrar numa nova fórmula de sucesso. No seu dizer, a orientação primária do clube aos escalões de formação, aposta estratégica do clube, falhou. Ter-se-á, posteriormente, adoptado uma política de recrutamento interno, assente na aposta num treinador jovem português – que se revelou desastrosa – passando-se depois, para uma política de vale-tudo, onde a mistura entre promessas internacionais por valores inflacionadíssimos, e a chegada de jogadores (de renome) para uma espécie de reforma dourada no clube, se juntou a contratação de um jogador que, por ser quem é, veio incendiar esses ânimos, por sistema e natureza, já de si exacerbados…

Entenda-se que se as vitórias, no passado, já eram em si, geradoras de críticas, o que podia esperar pelo percurso de duas épocas sem vitórias? Há muito que frequento a net como ponto de encontro para a discussão de ideias entre portistas. Desde essa já longa data que noto, registo e sei, que para determinada ala portista, as vitórias desta administração nunca terão um reconhecimento integral, e as derrotas por si, serão devidamente empoladas a fim de se consagrar uma visão alternativa, e quiçá mais purista, de um modelo de clube que “respeite e salvaguarde as suas origens”…

Esta falácia sobre as origens do clube, e mesmo a discussão anacrónica sobre aquilo que possa ser – ou ter sido – “um jogador à Porto”, serve, muitas vezes, como arma de arremesso contra um determinada estratégia de clube e SAD que não coincide com a sua visão e vontade. Para estes portistas, porventura em nome de uma maior “pureza” de princípios, a honra, ou o seu maior conceito de honra, prevalece ou deve prevalecer sobre os fundamentos de crescimento da própria instituição. O Porto do passado, das suas origens, é mais revelante que um determinado conceito formatado pela força das ocorrências. O Porto gerado por esta administração, quer se goste quer se não goste, é um Porto de natureza mundial, um clube que, de há muito, rompeu as muralhas fernandinas da sua fundação. O Porto do presente não creio que renegue esses seus fundamentos do passado, mas servindo-se deles e bebendo desses princípios, soube potenciar-se como um clube de excelência, de recorte mundial, e só por isso, porventura, jogadores como Iker Casillas preferem passar os seus anos de “reforma dourada” aqui, em vez de irem para as Arábias…

Brincadeiras à parte, o que se tem à vista neste defeso é um arrumar da casa. Uma determinada visão de “mística” foi substituída por outro vector de influência. Um jogador que fala em nome de um colectivo para se fazer sobressair perante o mesmo, tem uma fórmula muita própria, e individualista, do conceito de mística. A mística pressupõe a ética, e integra o todo; não o divide! Ainda que Lopetegui (ou lá como o quiserem chamar) seja o pior treinador do mundo, numa coisa sei-o correcto: uma andorinha nunca fez a primavera!

O Porto realizou já, na pendência deste defeso, cerca de oitenta milhões de euros, brutos, em transacções de passes de jogadores. Perante esta realidade a que mais nenhum clube português acede – nem de perto nem de longe, da forma consistente e sistematizada como o Porto o faz – como se deveria protagonizar a nova política desportiva do clube/SAD? Reduzido o passivo, apostando em valores da formação e projectando um futuro, a médio prazo, de conquistas, ou reinvestindo parte desse valor em jogadores de garantias, para se projectar vitórias num presente próximo? Bem sei que as contas são fundamentais num projecto desta natureza, mas ao Porto, a este Porto, nada menos se pede do que vitórias! Conheço grandes clubes do passado – Ajax, Anderlecht, AC Milão, Inter, Liverpool, United, grande parte dos grandes clubes de leste, ou mesmo o Lyon num passado recente – que hoje nem aspiram a ser relembrados como tal. Fora do protagonismo da CL, a tendência cada vez maior, é os grandes clubes reforçarem o seu estatuto e os de média estatura, que lá se podem aguentar, continuarem a nadar entre esses tubarões. E enquanto se nada, vai-se na onda…


Por: Joker
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