quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Bellushi e Sapunaru



A gestão de activos face ao mercado futebolístico 

Apesar do escândalo vindo hoje a lume com o episódio da agressão de Álvaro Pereira a Kleber, sou da opinião que a gestão dos excedentes do plantel principal do FC Porto esta época peca por algum paradoxo.







Sendo face ao mercado um clube vendedor, em que o modelo de negócio se baseia em comprar barato, para depois vender caro, o FC Porto esta época, no grupo de excedentes agrega nomes como Bellushi e Sapunaru. Jogadores que face à idade e preço não cabem já no modelo citado anteriormente.







Sendo ambos jogadores caros, custaram aproximadamente  5 milhões de euros cada um, sendo que no caso do Argentino esse valor corresponde a apenas 50% do valor do passe, o FC Porto decidiu coloca-los numa espécie de prateleira onde nem treinam no plantel principal, nem no plantel da equipa B.

Ora é neste pormaior e face ao valor de mercado que desce a olhos vistos, com este total desinteresse manifestado de forma inequívoca pelo clube que discordo em absoluto.

Se queremos vender, se os jogadores não contam para o clube, em minha opinião  deveriam estar junto do plantel principal, fazendo inclusivamente jogos de pré-época de forma ao seu valor de mercado não cair a pique e ser possível reaver parte do valor em tempos despedido por eles. Sendo este um caso de interesse duplo, do clube em rentabilizar o activo, e do atleta em dar o máximo para facilitar a tarefa de colocação futura.

Tivemos inclusive neste modo de agir casos em que atletas que, de dispensados mostraram valor e profissionalismo para ficar no plantel, Bandeirinha num passado longínquo, Tarik num passado mais recente são  exemplos disso mesmo.







Podemos questionar se tal medida seria saudável para o grupo de trabalho, dando como exemplo este recentissimo caso de indisciplina de Álvaro Pereira e Kleber, em meu entender sim, pelas justificações apresentadas atrás. Mesmo no caso concreto de Álvaro Pereira a sua gestão de mercado deveria em meu entender ser feita no terreno de jogo, onde ele como pessoa inteligente, que tem como interesse já manifestamente tornado público de sair, deveria dar o seu máximo de forma a conquistar mercado e servir os interesses de ambas as partes.







Da forma como está a ser feita esta gestão sou da opinião que só se desvalorizam activos, eu e penso que no geral se estamos  interessados num artigo não vamos em primeira instância  procurar por algo escondido, mas sim um destaque da montra. 


Por: Rabah Madjer

2 comentários:

Anónimo disse...

Em teoria seria provavelmente o caminho.

Na pratica com frequencia não é aconselhavel.


o AP é inteligente e está bem aconselhado ???!!!...

dijm disse...

Concordo plenamente, não posso opinar muito porque não sei as verdadeiras razões da suas saídas, sendo certo que tenho estado de acordo com 90% das negociações e compras e venda feits pelo nosso clube

>